CAROLINA LINHARES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (11) que colocou uma pedra na desavença com o enteado Flávio Bolsonaro (PL), logo após gravar uma peça de propaganda com ele.
“Colocamos uma pedra. Qual família que não tem problema?”, disse ela, sem detalhar como foi a conversa com Flávio.
Michelle, que é candidata ao Senado pelo DF, disse que provavelmente não vai poder viajar em campanha para Flávio, já que Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar.
Ela afirmou, porém, que Flávio pode contar com ela nas redes sociais e que as representantes do PL Mulher pelo país poderão dar apoio a ele.
Questionada sobre a relação com Eduardo e Carlos Bolsonaro, se havia tido melhora como a de Flávio, ela não quis responder. “Olha só, não vou responder. Eu não vou polarizar. Um dia de cada vez. A gente está se ajustando. Mas eu não guardo mágoa de ninguém”, disse.
Michelle também foi questionada a respeito do vice de Flávio, Alfredo Gaspar (PL-AL), que acabou sendo escolhido para o posto pelo senador apesar de ele ter dito, em diversas ocasiões, que queria uma mulher em sua chapa.
“É claro que eu, como representante das mulheres de bem no Brasil, gostaria que fosse uma mulher. Mas se for um vice que vai ter um olhar especial para as mulheres, para as mães atípicas…”, disse.
A ex-primeira-dama recordou a briga com Flávio, motivada pela decisão do PL de apoiar Ciro Gomes (PSDB) no Ceará. Ela atribuiu a Ciro a culpa pela inelegibilidade de Bolsonaro -foi uma ação do PDT, antigo partido do cearense, que ingressou com uma ação na Justiça Eleitoral que levou à punição do ex-presidente.
Michelle tentava emplacar no estado a aliada Priscila Costa (PL) como candidata ao Senado, mas a aliança com Ciro inviabilizou a chapa.
“Não fui tão respeitada no quesito de autonomia pra trazer a mulher para a política”, disse ela, contando que buscou deixar a presidência do PL Mulher ainda em novembro, quando foi convencida pelo partido a apenas tirar uma licença.
Michelle disse ainda que Bolsonaro recebeu “com muita tristeza” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de proibir a visita de Flávio e dos demais filhos no Dia dos Pais. Ela afirmou, em comparação, que os criminosos tiveram “um saídão” para visitar os pais.
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