Destaques do Dia Maringa Policia

PF mira presidente do PCO em operação sobre suspeita de desvio de fundo partidário e eleitoral

PF cumpre nova fase de investigação sobre descontos ilegais no INSS

JOSÉ MARQUES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (11) em endereço de Rui Costa Pimenta, presidente do PCO (Partido da Causa Operária) e candidato à Presidência da República, em uma operação sobre suspeitas de desvio de recursos do fundo partidário e do fundo eleitoral.

A ordem foi dada pela Justiça Eleitoral, e a ação coordenada pela PF do Distrito Federal foi intitulada Operação Causa Própria. A decisão que trata do caso determina o afastamento por 180 dias do cargo partidário.

Procurada por email, a assessoria do PCO e de Rui Costa Pimenta ainda não se manifestaram.

Segundo a PF, a investigação foi iniciada a partir da prestação de contas eleitorais e partidárias submetidas à Justiça e também de relatórios de inteligência financeira.

O órgão diz que “há indícios de que recursos públicos destinados à atividade político-partidária e eleitoral tenham sido direcionados a empresas e a pessoas físicas sem capacidade operacional compatível com os valores recebidos ou com vínculos diretos ou indiretos com integrantes da estrutura partidária investigada”.

Além da busca e apreensão, a PF cumpre medidas cautelares como o bloqueio de contas bancárias e de bens. Foi determinado um bloqueio de até R$ 4,5 milhões sobre os alvos, correspondente à suspeita mínima de dano ao patrimônio público.

“Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de apropriação indébita eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outras infrações penais identificadas no decorrer das investigações”, diz o órgão.

De acordo com o site Metrópoles, a investigação envolve um suposto esquema de pagamentos do partido feitos a gráficas. Rui Costa Pimenta foi candidato à Presidência pelo PCO em outras três ocasiões: 2002, 2010 e 2014.

Leia Também: Dino diz que não há ‘crise terminal’ no Judiciário, mas defende reforma para punir ‘corruptos’