Oito pessoas já morreram em acidentes nos dois primeiros meses do trimestre; três mortes ocorreram em menos de 24 horas
Maringá registrou oito mortes no trânsito no terceiro trimestre de 2026, considerando os meses de julho e agosto até esta quinta-feira (13).
O número ainda está abaixo do registrado no segundo trimestre, que terminou com nove mortes, mas a sequência recente de ocorrências fatais voltou a chamar a atenção.
Em julho, foram registradas cinco mortes no trânsito da cidade.
Segundo levantamento divulgado no início de agosto, julho teve 611 acidentes, 138 pessoas feridas e cinco vítimas fatais.
Das cinco mortes, quatro envolveram motociclistas, que continuam entre os usuários mais vulneráveis do trânsito.
Em agosto, o cenário voltou a se agravar.
Somente entre segunda e terça-feira desta semana, três pessoas morreram em acidentes em menos de 24 horas.
As primeiras vítimas foram um casal que estava em uma motocicleta e morreu após um acidente no Contorno Sul.
Menos de 24 horas depois, o motociclista Felipe Zangari, de 20 anos, morreu após um acidente na Avenida Nildo Ribeiro da Rocha.
Com essas ocorrências, agosto já contabiliza três mortes em apenas 13 dias.
O segundo trimestre, formado por abril, maio e junho, terminou com nove vítimas fatais.
No primeiro semestre, Maringá havia registrado 17 mortes no trânsito, sendo 11 motociclistas, três ciclistas, três ocupantes de carros e dois pedestres, conforme levantamento baseado em dados da Polícia Militar.
O número acumulado de 2026 chegou a 25 mortes até esta quinta-feira.
A quantidade de motociclistas entre as vítimas é um dos principais pontos de atenção.
Os dados também mostram que o problema não está necessariamente relacionado apenas ao aumento da quantidade de acidentes.
Em 2025, Maringá registrou 7.388 acidentes e 33 mortes durante todo o ano.
Em 2026, porém, a violência dos acidentes envolvendo motocicletas tem ganhado destaque.
O alerta se torna maior porque, com apenas oito meses do ano, a cidade já se aproxima do total de mortes registrado durante todo o ano passado.
A comparação trimestral, portanto, ainda não aponta aumento: são oito mortes no terceiro trimestre contra nove no segundo.
O que mudou foi a concentração das ocorrências fatais em um período curto.
E é justamente essa concentração que coloca o trânsito de Maringá novamente no centro das discussões sobre segurança viária, principalmente em relação às motocicletas.
















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