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Fernanda Gatti, nome fundamental no aniversário do Maringá Post

Fernanda Gatti, nome fundamental no aniversário do Maringá Post

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Ao resgatar a história dos nove anos do Maringá Post, o nome de Fernanda Tasim Gatti surge de forma orgânica. Esteve ao lado de um dos jornalistas investigativos mais importantes da região e foi figura fundamental na construção editorial do portal, criado em 11 de setembro de 2017. Mais do que esposa de do jornalista Murilo Gatti, Fernanda foi quem apostou na longevidade e no propósito do projeto.

Quando Michael Silva deixou O Diário do Norte do Paraná, enxergou em Murilo Gatti o editor-chefe ideal para liderar e defender a proposta de um jornalismo independente, focado em reportagens locais de fôlego, cobertura política, economia e inovação multimídia. Assim nascia o Maringá Post, que contou ainda com a contribuição decisiva de Leandro Lancellotti, profissional reconhecido pela excelência técnica e operacional na estruturação da plataforma digital.

Fernanda recorda que Michael realizou uma pesquisa de mercado e de posicionamento antes do lançamento. O estudo confirmou que Maringá precisava de um veículo com uma proposta diferenciada. Para desenhar o projeto, Michael convidou Murilo como editor-chefe e incluiu também o jornalista Valter Tele. No entanto, ainda faltava um investidor, e foi exatamente nesse momento que o nome de Fernanda entrou em cena.

Como todo início, os desafios foram grandes. Ainda assim, o portal rapidamente conquistou respeito e um forte posicionamento, especialmente entre os próprios jornalistas da cidade. Murilo contava com uma rede sólida de fontes e contatos. Apaixonado pelo jornalismo investigativo, conduzia cada pauta com profundo orgulho.

Fernanda e Murilo assumem

Com o passar do tempo, Michael e Lancellotti voltaram-se a outros empreendimentos e ofereceram suas quotas societárias a Fernanda. Ela lembra que foi nesse momento que Murilo assumiu a frente de tudo sozinho, reorganizou a equipe e deram sequência ao projeto.

 

Na época, Murilo dividia a rotina entre o portal e o cargo de editor-chefe na Rede Massa em Maringá. A intensa dupla jornada, contudo, foi interrompida pelo diagnóstico de um câncer cerebral, que exigia intervenção cirúrgica imediata. Diante da notícia, o casal reuniu a equipe do Maringá Post para planejar o funcionamento do jornal nos dias seguintes, sabendo que, além da cirurgia, haveria um longo percurso de radioterapia e quimioterapia.

Já reabilitado da cirurgia, Murilo desligou-se da Rede Massa no período em que a pandemia de Covid-19 impôs severas restrições de mobilidade. Dedicado exclusivamente ao Maringá Post, mergulhou de corpo e alma no jornalismo de investigação. Foram seis meses de trabalho intenso em home office, até que uma sequência de convulsões o levou novamente ao hospital. O jornalista faleceu dois meses depois,aos 41 anos,  em decorrência de complicações da Covid-19 contraída durante a internação.

Fernanda se emociona ao recordar que o Maringá Post foi um alicerce fantástico para ela e para as duas filhas, dando sentido à vida de Murilo nos seus últimos meses, mesmo recluso em casa e sem poder sair.

Ela seguiu na liderança do veículo e recebeu diversas propostas de compra, até construir uma relação de sólida confiança com os empresários Alan Cardoso e João Rafael. Inicialmente, a dupla desejava adquirir a totalidade do portal, mas Fernanda preferiu continuar no projeto. Dois anos mais tarde, a transição completa foi finalizada, sendo o momento em que ela percebeu que a jornada foi desafiadora, mas profundamente bela e gratificante para desejar “vida longa ao Maringá Post”.