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Policial civil é condenado por desviar máquinas caça-níqueis apreendidas em Umuarama

Policial civil é condenado por desviar máquinas caça-níqueis apreendidas em Umuarama

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Um agente da Polícia Civil foi condenado à perda do cargo público e a 5 anos e 9 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de peculato, em Umuarama. A sentença, proferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama, também determinou o pagamento de multa de aproximadamente R$ 12,1 mil.

A decisão é resultado de uma ação penal ajuizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, a partir das investigações da Operação Alcova, que apurou a atuação de uma organização criminosa envolvida com a exploração de jogos de azar e jogo do bicho no município.

Além do policial, outras quatro pessoas foram condenadas pela Justiça por envolvimento nas atividades criminosas investigadas. Um empresário apontado como gestor operacional e financeiro da organização recebeu pena de 6 anos, 4 meses e 10 dias de prisão, além de multa de aproximadamente R$ 75,9 mil.

Um dos réus, responsável pela administração de um dos bares ligados ao grupo, foi condenado a 5 anos, 4 meses e 5 dias de prisão e ao pagamento de multa de cerca de R$ 2,1 mil.

Os outros dois condenados receberam penas de 8 anos, 4 meses e 5 dias de prisão, além de multas de aproximadamente R$ 2,6 mil cada. Segundo o Ministério Público, os envolvidos mantinham de forma estável pontos de apostas com máquinas caça-níqueis, equipamentos de apostas e aplicativos de bingo.

As condenações estão relacionadas aos crimes de organização criminosa e às contravenções de jogos de azar e jogo do bicho. Cabe recurso da decisão.

Relembre o caso

As investigações começaram no início de 2025, após suspeitas sobre a atuação de uma organização criminosa especializada na exploração de jogos ilegais em Umuarama.

Em 19 de fevereiro daquele ano, durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, policiais apreenderam 16 máquinas caça-níqueis, dinheiro em espécie, celulares, talonários de jogo do bicho e tickets de jogos em dois bares da cidade.

Durante as apurações, o Gaeco identificou que um policial civil da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama teria utilizado as facilidades proporcionadas pelo cargo para favorecer o grupo.

No dia 12 de março, segundo a investigação, o agente retirou sete máquinas caça-níqueis que estavam apreendidas e deveriam ser encaminhadas ao depósito judicial. Os equipamentos foram transportados durante a noite, fora do horário de expediente, em uma viatura descaracterizada, até uma propriedade rural ligada à organização.

Uma das máquinas foi posteriormente localizada novamente em funcionamento em um dos bares ligados ao grupo criminoso.

O caso levou à abertura de uma investigação específica contra o policial pelo crime de peculato. A primeira fase da Operação Alcova foi deflagrada em setembro de 2025, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados.

Em outubro daquele ano, o Ministério Público denunciou os envolvidos e também pediu à Justiça a perda do cargo público do policial, medida que foi determinada na sentença.