O setor de Oncologia do Hospital da Criança de Maringá (HCM) completa, nesta sexta-feira, 21, um ano de funcionamento com um balanço que evidencia a importância da estrutura especializada para o atendimento de crianças e adolescentes com suspeita ou diagnóstico de câncer. Desde o início das atividades, mais de 70 crianças foram investigadas pela equipe, com 40 diagnósticos confirmados. No período, o setor também contabiliza 700 sessões de quimioterapia realizadas, cerca de 650 atendimentos ambulatoriais e 290 internações. Além disso, oito pacientes foram repatriados para Maringá, permitindo que continuassem o tratamento oncológico próximos de suas famílias e da rede de apoio.
Um dos principais diferenciais do serviço está na agilidade entre a investigação, a confirmação do diagnóstico e o início do tratamento. Atualmente, o tempo médio entre a primeira consulta e a realização do exame diagnóstico é de dois dias. Já o início do tratamento ocorre, em média, sete dias após a confirmação do diagnóstico.
A estrutura conta com oncologistas pediatras, enfermeiros especialistas em oncologia e pediatria e cirurgiões pediatras. O atendimento também é integrado por profissionais de fonoaudiologia, odontologia, serviço social, fisioterapia e farmácia oncológica, garantindo uma abordagem multiprofissional aos pacientes durante as diferentes etapas do tratamento.
De acordo com a coordenadora do setor, a enfermeira Neylla Ruiz, a agilidade no diagnóstico e no início do tratamento está entre os principais indicadores de qualidade do serviço. Ela explica que a legislação nacional estabelece prazos para essas etapas e que o HCM vem apresentando resultados abaixo dos limites previstos.
“Existe uma lei nacional que estabelece que todo serviço de oncologia deve cumprir um prazo de até 30 dias entre a primeira consulta e a realização do exame diagnóstico. Hoje, no nosso serviço, esse período é de, em média, dois dias. Em relação ao início do tratamento, a legislação estabelece o prazo de até 60 dias entre a confirmação do diagnóstico e o início do tratamento definido pela equipe, seja quimioterapia ou cirurgia. Atualmente, no HCM, esse prazo é de sete dias”, explica.
Segundo a enfermeira, a rapidez é especialmente importante na oncologia pediátrica. “Isso configura um serviço de excelência, porque o diagnóstico tem sido realizado de forma rápida, assim como o início do tratamento. Quando falamos de uma doença oncológica, quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores são as chances de cura”, afirma Neylla.
Para o secretário de Saúde, Antonio Nardi, a consolidação do Hospital da Criança e a implantação da oncologia pediátrica são resultados da articulação entre a gestão municipal, os governos Federal e Estadual, as instituições parceiras e o trabalho eficiente das equipes de saúde.“Colocar o Hospital da Criança em pleno funcionamento exigiu planejamento, busca por recursos, articulação e muito comprometimento das equipes. Cada avanço é resultado de um trabalho coletivo”.
Ele ainda ressaltou que o primeiro ano da oncologia representa uma avanço importante na regionalização do atendimento e, principalmente, na rotina das famílias que enfrentam o tratamento do câncer infantil. “Antes, muitas crianças e adolescentes precisavam viajar até Curitiba para ter acesso ao atendimento especializado. Hoje, conseguimos oferecer esse cuidado em Maringá, mais perto das famílias e com agilidade. Na oncologia, reduzir o tempo de espera é fundamental porque iniciar a investigação e o tratamento no momento adequado pode fazer diferença na evolução do paciente”, enfatiza Nardi.
















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