O motorista e estudante de medicina envolvido no acidente que deixou um motoboy em estado gravíssimo em Maringá foi solto nesta segunda-feira (24). A Justiça concedeu liberdade provisória e determinou o pagamento de R$ 15 mil de fiança, além do cumprimento de medidas cautelares.
A decisão foi tomada pela juíza Elaine Cristina Siroti, da Central de Audiência de Custódia de Maringá. Segundo a decisão, o motorista é primário e possui bons antecedentes. A magistrada também considerou que não houve pedido de prisão preventiva por parte da polícia ou do Ministério Público.
O motorista deverá comparecer mensalmente à Justiça para informar suas atividades e não poderá deixar a comarca de Maringá sem autorização. Ele também não poderá permanecer fora da cidade por mais de oito dias sem comunicar previamente o Judiciário.
A liberdade provisória não significa que o motorista foi absolvido. O processo continuará na Justiça e será encaminhado para a 1ª Vara Criminal de Maringá.
Relembre o caso
O acidente aconteceu por volta da meia-noite desta segunda-feira (24), na Rua Mem de Sá, na Zona 2. Segundo informações do processo, o Honda City conduzido pelo motorista bateu na traseira da motocicleta.
Com a batida, o motoboy caiu. Testemunhas disseram que o carro continuou andando e teria arrastado a motocicleta e a vítima por vários metros.
Pessoas que estavam próximas seguiram o veículo e conseguiram parar o motorista. Conforme os relatos registrados no processo, ele estaria deixando o local sem prestar socorro.
O motociclista foi atendido pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu e levado à Santa Casa de Maringá, onde permanece internado em estado gravíssimo.
O motorista recusou o teste do bafômetro. Os agentes que atenderam a ocorrência relataram sinais de alteração psicomotora, como hálito etílico, fala enrolada e olhos vermelhos.
Ele foi preso em flagrante, em tese, por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, com agravante de omissão de socorro.
O Ministério Público havia sugerido inicialmente uma fiança de R$ 2 mil. A juíza estabeleceu o valor de R$ 15 mil, levando em consideração a condição econômica informada pelo motorista.
A Justiça também determinou que a família do motociclista seja comunicada sobre a soltura.
















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