Maringá é uma cidade esculpida por braços fortes, mentes visionárias e, acima de tudo, por corações apaixonados por sua terra. Na rica tapeçaria de personagens que ajudaram a tecer a identidade cultural e social do município, o nome de José dos Santos — carinhosamente conhecido por todos como “Zé” — ocupa um lugar de honra e reverência. Nascido no coração da “Cidade Canção” em 3 de outubro de 1956, Zé é a síntese viva da garra, da fé e do espírito comunitário que definem a alma maringaense.
Raízes e Trilhos: O Sangue Pioneiro
A história de Zé começa com a ousadia de seus pais, o ferroviário Marcílio dos Santos (natural de Santana do Paraíba, hoje bairro de São José dos Campos-SP) e dona Maria (filha de portugueses, nascida em Regente Feijó-SP). Após se casarem em 1952 e percorrerem a divisa paulista e paranaense, Marcílio e a esposa fixaram residência em Maringá em 1955.
Instalados na emblemática colônia dos ferroviários, ao lado da antiga estação no centro da cidade, acompanharam o apito das locomotivas que ditava o ritmo do progresso regional. Foi nesse cenário de efervescência e trabalho duro que Zé nasceu, assimilando desde o berço os valores da simplicidade, da dedicação e do respeito ao próximo.
A infância e o início da juventude trouxeram passagens por Marialva — palco de inesquecíveis partidas de futebol de segunda a domingo, banhos de rio nas férias e da formação acadêmica inicial no Grupo Escolar e no Ginásio Felipe Bittencourt. O período também foi marcado por uma marcante vivência vocacional de três anos em seminários entre Maringá e Londrina (Palottini), que consolidaram sua profunda dimensão espiritual.
O Regresso e o Encontro com Dom Jaime: A Semente da Liderança
Em 1972, o destino trouxe Zé de volta para casa. Dividindo-se entre o aprendizado prático no curso de Torneiro Mecânico do Senai e a conclusão do primário no Colégio João XXIII, o jovem de olhar atento e liderança natural encontrou na Catedral de Maringá o ambiente ideal para florescer.
Ao lado dos amigos Cavalcanti, Milton e Beto Fusinato, Zé fundou o CISCU (Construção, Integração, Solidariedade, Comunicação e União), um grupo de jovens que se tornaria referência em ação social e formação comunitária. A iniciativa conquistou o apadrinhamento e a amizade fraterna da maior autoridade religiosa e comunitária da história da cidade: Dom Jaime Luiz Coelho, o primeiro bispo e arcebispo de Maringá. A parceria entre Dom Jaime e Zé estendeu-se por longos e frutíferos anos, moldando o caráter do jovem líder.
Da Guarda Presidencial aos Microfones da Difusora
Após cumprir o serviço militar com distinção em 1975 no Batalhão da Guarda Presidencial, em Brasília — onde integrou a segurança do então Presidente da República, General Ernesto Geisel —, Zé retornou a Maringá com horizontes ampliados.
Um diálogo despretensioso com Dom Jaime em 1976 mudaria o rumo de sua vida. Perguntado pelo bispo se gostava do trabalho que realizava, Zé confidenciou seu verdadeiro sonho: “Gostaria mesmo é de trabalhar na Rádio”.
A recomendação do líder religioso não tardou. Dias depois, o convite do Dr. Lindolfo Luiz Silva abriu as portas da histórica Rádio Difusora. Sem experiência formal, mas transbordando vontade e talento, Zé ingressou no departamento de notícias, onde dividiu os microfones e bastidores com verdadeiros “monstros sagrados” da comunicação paranaense, como Paiva Júnior e Ferreira Neto.
Serviço Público e a Paixão pelo Entretenimento
A sede de superação levou Zé a conquistar o primeiro lugar no concorrido concurso público promovido em Londrina, em 1980, assumindo o cargo de Agente Administrativo na regional da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) — honrando a tradição profissional do pai.
A veia empreendedora e dinâmica, contudo, continuou a pulsar forte. No final de 1981, ao lado de um antigo companheiro dos tempos de CISCU, Zé deu seus primeiros passos no mercado de grandes shows e eventos culturais, marcando época na vida noturna e no entretenimento regional a partir do memorável show de Luiz Airão.
Ficou marcado e reconhecido nacionalmente pela prestação de serviço como organizador/promotor de shows, sendo creditado ao Zé, parte inicial de sucesso de Chitãozinho e Xororó, e assim consolidando uma carreira de empresário artístico até hoje cortejado por grandes promotores de shows como Poladiam Produções artitiscas, uma das maiores do Brasil
Jubileu de Ouro: Um Exemplo de Família e Devoção
Por trás de todas as realizações profissionais e do ativismo comunitário, há um alicerce inabalável: o amor. Em 1976, Zé uniu sua vida à da jovem Ana Maria. Juntos, construíram uma história pautada no companheirismo, no respeito e na superação. No próximo mês de dezembro de 2026, o casal celebra com orgulho as Bodas de Ouro — 50 anos de um matrimônio exemplar.
ao olhar para a trajetória de Zé, Maringá não enxerga apenas um cidadão que acompanhou o crescimento do município; reconhece uma personalidade local que ajudou a construir a própria identidade da cidade. Seja nos bastidores da rádio, nas ações sociais da igreja, no rigor do serviço público ou na alegria dos eventos, o popular “Zé” permanece como um símbolo vivo de dedicação, ética e amor incondicional à terra maringaense.
Raízes e Trilhos: O Sangue Pioneiro
A história de Zé começa com a ousadia de seus pais, o ferroviário Marcílio dos Santos (natural de Santana do Paraíba, hoje bairro de São José dos Campos-SP) e dona Maria (filha de portugueses, nascida em Regente Feijó-SP). Após se casarem em 1952 e percorrerem a divisa paulista e paranaense, Marcílio e a esposa fixaram residência em Maringá em 1955.
Instalados na emblemática colônia dos ferroviários, ao lado da antiga estação no centro da cidade, acompanharam o apito das locomotivas que ditava o ritmo do progresso regional. Foi nesse cenário de efervescência e trabalho duro que Zé nasceu, assimilando desde o berço os valores da simplicidade, da dedicação e do respeito ao próximo.
A infância e o início da juventude trouxeram passagens por Marialva — palco de inesquecíveis partidas de futebol de segunda a domingo, banhos de rio nas férias e da formação acadêmica inicial no Grupo Escolar e no Ginásio Felipe Bittencourt. O período também foi marcado por uma marcante vivência vocacional de três anos em seminários entre Maringá e Londrina (Palottini), que consolidaram sua profunda dimensão espiritual.
O Regresso e o Encontro com Dom Jaime: A Semente da Liderança
Em 1972, o destino trouxe Zé de volta para casa. Dividindo-se entre o aprendizado prático no curso de Torneiro Mecânico do Senai e a conclusão do primário no Colégio João XXIII, o jovem de olhar atento e liderança natural encontrou na Catedral de Maringá o ambiente ideal para florescer.
Ao lado dos amigos Cavalcanti, Milton e Beto Fusinato, Zé fundou o CISCU (Construção, Integração, Solidariedade, Comunicação e União), um grupo de jovens que se tornaria referência em ação social e formação comunitária. A iniciativa conquistou o apadrinhamento e a amizade fraterna da maior autoridade religiosa e comunitária da história da cidade: Dom Jaime Luiz Coelho, o primeiro bispo e arcebispo de Maringá. A parceria entre Dom Jaime e Zé estendeu-se por longos e frutíferos anos, moldando o caráter do jovem líder.
Da Guarda Presidencial aos Microfones da Difusora
Após cumprir o serviço militar com distinção em 1975 no Batalhão da Guarda Presidencial, em Brasília — onde integrou a segurança do então Presidente da República, General Ernesto Geisel —, Zé retornou a Maringá com horizontes ampliados.
Um diálogo despretensioso com Dom Jaime em 1976 mudaria o rumo de sua vida. Perguntado pelo bispo se gostava do trabalho que realizava, Zé confidenciou seu verdadeiro sonho: “Gostaria mesmo é de trabalhar na Rádio”.
A recomendação do líder religioso não tardou. Dias depois, o convite do Dr. Lindolfo Luiz Silva abriu as portas da histórica Rádio Difusora. Sem experiência formal, mas transbordando vontade e talento, Zé ingressou no departamento de notícias, onde dividiu os microfones e bastidores com verdadeiros “monstros sagrados” da comunicação paranaense, como Paiva Júnior e Ferreira Neto.
Serviço Público e a Paixão pelo Entretenimento
A sede de superação levou Zé a conquistar o primeiro lugar no concorrido concurso público promovido em Londrina, em 1980, assumindo o cargo de Agente Administrativo na regional da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) — honrando a tradição profissional do pai.
A veia empreendedora e dinâmica, contudo, continuou a pulsar forte. No final de 1981, ao lado de um antigo companheiro dos tempos de CISCU, Zé deu seus primeiros passos no mercado de grandes shows e eventos culturais, marcando época na vida noturna e no entretenimento regional a partir do memorável show de Luiz Airão.
Jubileu de Ouro: Um Exemplo de Família e Devoção
Por trás de todas as realizações profissionais e do ativismo comunitário, há um alicerce inabalável: o amor. Em 1976, Zé uniu sua vida à da jovem Ana Maria. Juntos, construíram uma história pautada no companheirismo, no respeito e na superação. No próximo mês de dezembro de 2026, o casal celebra com orgulho as Bodas de Ouro — 50 anos de um matrimônio exemplar.
ao olhar para a trajetória de Zé, Maringá não enxerga apenas um cidadão que acompanhou o crescimento do município; reconhece uma personalidade local que ajudou a construir a própria identidade da cidade. Seja nos bastidores da rádio, nas ações sociais da igreja, no rigor do serviço público ou na alegria dos eventos, o popular “Zé” permanece como um símbolo vivo de dedicação, ética e amor incondicional à terra maringaense.
















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