O dia 25 de agosto celebra o Dia do Feirante. A data homenageia trabalhadores do campo e comerciantes que atuam no comércio a céu aberto, levando alimentos, encontro e bem-estar ao cotidiano dos moradores.
A feira proporciona diferentes rotinas aos feirantes, mas há uma coisa que os conecta: um cotidiano agitado, ao lado de parcerias e com muito amor pelo que fazem.
Bianca e Josy trabalham juntas na Tapioca da Josy. Mãe e filha trabalham juntas no comércio a céu aberto.
Bianca cresceu vendo a mãe trabalhar nas feiras e se divertia brincando nos eventos. Josy, que ficava preocupada em perder a filha de vista, sempre pedia para ela ficar por perto. Hoje, Bianca é graduada em Ciências Contábeis. Ela ainda não sabe se vai seguir sua carreira trabalhando na feira, mas sempre se dispõe a ajudar a mãe.
Josy prepara a tapioca do zero, desde o processo de preparação da goma de mandioca. O acarajé é feito em dias pontuais, mas solicitado por muitos clientes. A feirante aprendeu a receita com sua mãe, nascida na Bahia. Além da culinária, a barraca tem outras referências nordestinas, como a decoração e os refrigerantes especiais.
Outra pessoa que transmitiu o legado “feirístico” da família foi a Ana Paula. Animada, dedicada e agitada, ela gerencia a JN Foods, barraca de espetinhos que atua na Feira do Produtor de Maringá desde 2018. O empreendimento é composto por uma equipe predominantemente jovem.
Ana aprendeu a gerenciar o estabelecimento na prática. Ela faz parte da terceira geração da família que trabalha com a feira. Seus pais, por exemplo, trabalham com embutidos há mais de 30 anos. Assim, começou a trabalhar com seu empreendimento em 2018, quando tinha 16 anos.
Hoje, Ana é engajada, além de na sua barraca, nas questões de organização que permeiam a feira. A JN Foods também realiza eventos. Segundo a feirante, o espaço já pode ser considerado sua “segunda casa”.
Novos empreendimentos, diferentes culturas

Quem visita a Feira do Produtor pode se deparar com um produto não tão comum em Maringá: a arepa, comida tipicamente venezuelana vendida na barraca Arepas Douradas.
O empreendimento surgiu através dos feirantes Alexander e Rebeca Daza. O casal se mudou para o Brasil e decidiu trazer a cultura culinária de seu país natal, a Venezuela, para o cotidiano também dos maringaenses.
A arepa é um prato feito através da farinha de milho, que acompanha outros ingredientes. Na Venezuela, o alimento é típico no café da manhã e na janta. Segundo Alexander, o que muda é o recheio.
Ele relata que a grande maioria dos clientes são brasileiros. No entanto, não é difícil encontrar pessoas de outros países visitando o local. Ao visitar a barraca, é possível encontrar muitos clientes falando espanhol.
As histórias que viraram filme

Em Maringá, a presença da feira é tão marcante que os feirantes viraram filme. O documentário “O que se compra, o que se vive – Narrativas das Feiras de Maringá” foi lançado em agosto deste ano. O curta de 15 minutos acompanhou a trajetória de diferentes feirantes, para entender quais são as perspectivas, sonhos e desafios da trajetória profissional dos comerciantes.
A organização da feira

Eizaburu Kadowaki é presidente da Associação da Feira do Produtor de Maringá e explica que existe toda uma organização por trás da feira.
A Associação busca promover uma boa convivência entre os feirantes e, assim, proporcionar uma boa relação com os clientes. Além disso, afirma que os feirantes estão sempre dispostos a se ajudar e se apoiar para que todos façam o melhor trabalho possível.
Por fim, Ana Paula define como é a convivência e apoio mútuo entre os profissionais:
Tenho certeza que se vocês vierem aqui num dia de chuva, pós-chuva com vento, vocês vão ver a barraca que venta, voa e quebra. Vocês vão ver quase todos os feirantes reunidos lá ajudando essa pessoa. Então assim, é igual a família mesmo. Briga, mas se entende. Não é bagunça. Feira não é bagunça, feira tem organização. É bagunçado, mas tem gerência”
















Adicionar Comentário