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Setor de e-commerce movimenta mais de 40 mil encomendas diariamente em centros de distribuição de Maringá

Setor de e-commerce movimenta mais de 40 mil encomendas diariamente em centros de distribuição de Maringá

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Quem faz uma compra pela internet nem imagina o trabalho e a quantidade de pessoas envolvidas no processo entre a mercadoria deixar a empresa e chegar até a casa do cliente. O setor de comércio eletrônico é um dos que mais crescem no Brasil e deve movimentar mais de R$ 260 bilhões no país apenas em 2026, segundo dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABComm).

Grande parte deste trabalho está concentrado nos centros logísticos, setor que se desenvolveu em Maringá nos últimos anos e se tornou referência em toda a região noroeste do Paraná. Atualmente, a Cidade Canção tem cinco grandes centros de distribuição que prestam serviço para grandes players, como Shopee, Mercado Livre e MagaLu. Somadas, as empresas são responsáveis por despachar mais de 40 mil encomendas para Maringá e região todos os dias, além de gerar mais de 500 empregos de forma direta, segundo dados do Núcleo de Logística da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim).

A reportagem visitou um desses centros, localizado no Parque Industrial Bandeirantes. Especializado em itens de informática e eletroportáteis, a empresa emprega mais de 120 pessoas apenas no setor operacional. Diariamente, são 40 caminhões despachados com entregas de consumidores da cidade e também municípios do entorno, o que daria aproximadamente 9 mil ‘comprinhas’.

O Paraná é o 5º estado do Brasil que mais compra pela internet, foram 72 milhões de pedidos processados no estado apenas em 2025, movimentando mais de R$ 14 bilhões. De acordo com o diretor do Núcleo de Logística da Acim, Lenon Marcato, Maringá se tornou referência no setor logístico em razão da diversidade de negócios. Além de simplesmente entregar mercadorias, as bases operacionais da cidade também oferece suporte para outros tipos de operações, como o chamado ‘dropshipping’, para quem quer vender sem estoque, ou mesmo oferecer mercadorias para pequenos empreendedores que almejam começar um negócio pela internet.

Dentro da estrutura para a parte logística, que cabe bastante para os micro e pequenos empresários, ter justamente esse porte de operação ajuda a suprir toda a necessidade dos micro e pequenos empreendedores. Hoje tem dropshipping, têm algumas operações de importação também que chegam para fazer um despacho direto para o cliente a domicílio. A rotatividade é altíssima. Então, hoje, o mercado está cada vez mais entrando nessa área do e-commerce, da venda online, para justamente ter escalabilidade”, contou.

Estruturas como a de Maringá ajudam quem está começando a reduzir custos. “Isso reduz o custo operacional do micro e pequeno empreendedor para que ele consiga usar a estrutura e conseguir fazer essa terceirização, verticalizar a operação dele. Dessa forma, o Núcleo acaba trazendo essas novidades, esses empenhos de atividade, justamente para manter os pilares de operação”, finalizou.