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Apartamentos ‘compactos’ já representam mais da metade dos imóveis em construção em Maringá

Apartamentos 'compactos' já representam mais da metade dos imóveis em construção em Maringá

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As mudanças na composição das famílias e a busca por praticidade fizeram aumentar a busca por apartamentos ‘compactos’ em Maringá, na visão de quem trabalha com o mercado imobiliário. E a demanda pode ser traduzida em números: 51% dos apartamentos em construção na cidade tem até 55 m². O dado é de uma sondagem de mercado do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná – Região Noroeste (Sinduscon-PR/Noroeste), feito em parceria com a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Os números são relativos ao primeiro semestre.

Historicamente, a média de tamanho dos imóveis em condomínios verticais em Maringá varia de 75m² a 80m². A diminuição no tamanho dos imóveis passou a ser mais evidente nos últimos dois anos. Dos 11,8 mil apartamentos em construção no município atualmente, 6.186 não ultrapassam os 55 m². Destes, 4.149 tem apenas dois quartos.

O João Aguiar é Gerente de Engenharia de uma construtora que trabalha com todos os perfis de público em Maringá. Conforme ele, é possível observar alguns padrões entre os compradores. Em geral, tratam-se de famílias que estão ficando menores, com no máximo 1 filho. Idosos que buscam um apartamento mais prático e pessoas que moram sozinhas também ajuda a explicar o fenômeno.

“O apartamento compacto tem três fatores fundamentais para a busca dessas unidades. A primeira é a questão do fator familiar. As famílias hoje estão menores. Nós temos também uma quantidade grande de jovens profissionais. Nós temos os domicílios unipessoais, que são aqueles domicílios que mora uma pessoa só e os idosos que buscam praticidades. Então esse é um dos pilares dos clientes que buscam os apartamentos compactos”, disse.

Conforme o presidente do Sinduscon Noroeste, Marcos Mauro, o setor da construção civil acompanha com atenção a mudança de perfil dos consumidores e está preparado para atender essas novas necessidades. De acordo com ele, a diminuição na metragem dos imóveis não impacta na qualidade de vida. “A gente fala que é uma mudança geracional da população e isso tem sido acompanhado com muita atenção. O setor da construção civil é muito dinâmico, então, é muito fácil para fazer essas adaptações. A qualidade de vida segue a mesma, porque a gente acaba prestando esse serviço nas áreas comuns. Hoje você não tem mais uma lavanderia dentro do seu imóvel, você tem isso na área comum, você tem salas de reuniões em áreas comuns, uma área de lazer cada vez maior, o que provoca até uma maior conexão entre as pessoas”, finaliza.