Em 1995, nascia o segundo clube a carregar o nome de Maringá Futebol Clube — o primeiro havia sido fundado em 1958. Na época, sob a presidência de Oscar Batista de Oliveira (1948-2025), a diretoria encomendou um hino oficial aos compositores Cláudio Viola e Antonio Roberto de Paula para embalar a equipe, que adotava o Lobo como mascote.
“Apesar da fugaz existência do Lobo, o hino foi bastante executado nas rádios, geralmente na entrada da equipe em campo e após os gols. Lembro que o Oscar era vereador e a Câmara de Maringá concedeu uma Moção de Congratulações a nós, os compositores do hino. Este foi o primeiro hino dos três que fiz em parceria com o Viola”, relembra De Paula.
A composição foi gravada e arranjada por Ronaldo Gravino: “O Viola tem um papel muito especial na minha trajetória, pois, lá em 1987, foi quem me recepcionou quando cheguei a Maringá. Por meio dessa conexão, ao lado do parceiro Roberto Botti, de Cascavel, tive a oportunidade de conhecer um pouco mais da cidade e falar pela primeira vez no rádio, em uma estação FM local”, lembra Gravino, compositor que está completando 40 anos de história na música.
Essa não foi a única colaboração do trio. Eles já haviam assinado o hino do Grêmio Maringá e trabalhado em adaptações de outros projetos. Mas a ideia para o hino do Maringá Futebol Clube partiu de De Paula e Viola: “A minha missão foi criar o arranjo musical, executar os instrumentos, interpretar a canção e dar ao projeto a roupagem imponente que um hino de futebol exige. Assim, gravamos a primeira versão oficial da música”, destaca Gravino.
Anos mais tarde, surgiu o atual Maringá Futebol Clube, compartilhando, de forma coincidente, as cores verde, preta e branca do MFC extinto em 1998. Em 2025, exatamente três décadas após a criação da obra original, De Paula convidou o cantor e produtor Ronaldo Gravino para adaptar a letra ao atual momento e ao novo mascote do clube, o Dogão. O refrão, que originalmente dizia “Lobo feroz, uiva por nós, Lobo feroz, uivamos nós”, ganhou nova vida na interpretação de Gravino: “Dogão feroz, jogai por nós, Dogão feroz, torcemos nós”.
O restante da composição foi integralmente mantido: “É tricolor, meu coração, meu Maringá Futebol Clube, força, fibra, fé e raça, festa feita de emoção. Destemido esquadrão só entra em campo pra vencer, já nasceste campeão e assim sempre há de ser” e “É tricolor, meu coração, meu Maringá Futebol Clube, bola bela, bicho bravo, bota banca no bretão. É de luta sua história, vai cumprir sua missão, a disputa leva à glória, estrela de campeão.”
O lançamento da versão repaginada ocorreu durante a decisão do Campeonato Paranaense de 2025 contra o Operário, quando o time acabou derrotado nos pênaltis, mas a música rapidamente ganhou espaço em programas esportivos e nas redes sociais. “Sabemos que o clube já tem seu hino, mas fizemos desta gravação uma homenagem ao Dogão”, explicou De Paula.
O departamento de marketing do MFC aprovou a iniciativa e, impulsionado pelo excelente momento da equipe na Série C, o hino voltou a circular com ainda mais força entre os torcedores. “Importante frisar que não ganhamos nada com o novo hino, trata-se de uma homenagem ao clube e o resgate de uma música que considero muito bonita”, salienta o compositor, que também é diretor do emblemático Museu Esportivo de Maringá.
Ouça o hino aqui
















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