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Veículos elétricos e híbridos começam a reduzir demanda por combustíveis e podem pressionar preços no futuro

Veículos elétricos e híbridos começam a reduzir demanda por combustíveis e podem pressionar preços no futuro

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Dados da StoneX indicam que a eletrificação da frota já desviou, em 2026, cerca de 685 milhões de litros de gasolina equivalente que seriam consumidos por veículos convencionais. Até 2030, esse volume poderá chegar a 1,3 bilhão de litros.

A projeção ocorre em um mercado que cresce rapidamente. No primeiro semestre de 2026, foram vendidos 215 mil veículos leves eletrificados no país, alta de 125% sobre o mesmo período de 2025, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Os híbridos representam parcela importante desse avanço. Entre janeiro e junho, foram comercializados cerca de 154 mil híbridos, enquanto os elétricos chegaram a 90 mil unidades no período.

O impacto atual, entretanto, ainda é limitado diante do tamanho do mercado de combustíveis. A StoneX estima consumo de aproximadamente 51 bilhões de litros de gasolina equivalente em 2026.

O cenário pode mudar conforme a frota eletrificada aumenta. Menor consumo de gasolina e etanol significa redução do ritmo de crescimento da demanda, alterando gradualmente o equilíbrio entre oferta e consumo.

Um estudo citado pela Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), elaborado pelo Citi, estima que aproximadamente 700 milhões de litros de gasolina e etanol deixaram de ser consumidos em 2025 devido aos veículos eletrificados.

A consequência para os preços, porém, não é automática. Uma demanda menor pode pressionar os preços para baixo, mas fatores como petróleo, câmbio, impostos, produção nacional e política de preços também continuarão determinantes.

Para o Brasil, a transformação representa ainda uma mudança gradual no perfil do mercado automotivo. A eletrificação não elimina imediatamente a necessidade de combustíveis, mas começa a reduzir a velocidade de crescimento do consumo.

Se a tendência continuar, gasolina e etanol poderão enfrentar uma nova realidade na próxima década: um mercado com crescimento menor ou, em determinados períodos, queda da demanda, obrigando produtores, distribuidores e postos a adaptar seus negócios.