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PCPR alerta para golpe do falso advogado e orienta como evitar fraudes

Foto de Jonas Leupe na Unsplash

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) alerta para o golpe do falso advogado, em que criminosos se passam por profissionais da advocacia ou funcionários de escritórios para cobrar valores de clientes. Em alguns casos, os golpistas utilizam dados reais das vítimas, de advogados e de processos judiciais para tornar a abordagem mais convincente.

Um dos principais sinais de fraude são mensagens que solicitam pagamentos urgentes para supostamente liberar indenizações, valores de processos ou resolver pendências judiciais. A orientação é desconfiar de pedidos de depósito, Pix ou transferência e confirmar a informação diretamente com o advogado ou escritório por meio de um canal oficial.

A PCPR também orienta que não sejam fornecidos senhas, dados de cartões, chaves Pix ou outras informações bancárias. Mensagens que criem sensação de urgência ou pressionem o destinatário a realizar um pagamento imediato também devem ser tratadas com cautela.

Advogados que identificarem o uso indevido de seus nomes ou registros profissionais devem comunicar a situação à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) e à Polícia Civil. A recomendação também é manter canais oficiais de atendimento e orientar os clientes sobre possíveis tentativas de fraude.

Foi vítima?

Quem sofreu o golpe deve registrar um Boletim de Ocorrência e reunir provas da fraude, como capturas de tela das conversas, número utilizado pelo criminoso, documentos enviados durante a abordagem e comprovantes de pagamento.

Se houver transferência recente, a vítima deve procurar o banco imediatamente para comunicar a fraude e verificar a possibilidade de bloqueio ou recuperação do valor. O contato utilizado pelo golpista também pode ser denunciado no aplicativo de mensagens.

Segundo a PCPR, o crime de estelionato depende da representação da vítima para que a investigação seja realizada. Por isso, não basta que apenas o advogado ou escritório utilizado pelos criminosos registre a ocorrência: a pessoa que sofreu o golpe deve comunicar o fato à autoridade policial.

O Boletim de Ocorrência pode ser registrado pela própria vítima pela internet, na página da Polícia Civil do Paraná, selecionando a opção “Estelionato”, ou presencialmente em uma delegacia.