Comprar um imóvel em Maringá, Londrina ou Curitiba pode representar valores muito diferentes, principalmente quando se compara o padrão da construção e a localização.
Em 2026, Curitiba apresenta o maior preço médio geral entre as três cidades. O FipeZap apontou R$ 11.731 por m² em agosto, com alta de 3,07% em 12 meses.
Londrina aparece bem abaixo, com R$ 5.856 por m², alta de 6,28% em 12 meses.
Maringá não integra a amostra do FipeZap. Bases de mercado de 2026 apontam valores próximos de R$ 6,9 mil por m² na mediana dos imóveis anunciados em agosto.
Padrão C
Nos imóveis econômicos e de padrão médio, a diferença entre Maringá e Londrina tende a ser menor.
Em Maringá, a mediana dos imóveis anunciados em agosto ficou em R$ 5.493/m² para casas e R$ 8.971/m² para apartamentos, mostrando como o tipo de imóvel interfere diretamente no preço.
Em Londrina, a mediana geral ficou em R$ 6.371/m², enquanto apartamentos chegaram a R$ 7.627/m².
Padrão B
No padrão médio e médio-alto, localização e estrutura do condomínio passam a pesar mais.
Em Maringá, regiões valorizadas podem superar com facilidade a média municipal. Em Londrina, áreas como a Gleba Fazenda Palhano também apresentam preços bastante superiores à média da cidade, chegando a cerca de R$ 10,4 mil/m² na base pesquisada.
Curitiba já parte de um patamar superior: bairros como Água Verde, Cabral e Juvevê ultrapassam R$ 12 mil/m² em dados do FipeZap.
Padrão A
É no alto padrão que a diferença fica mais evidente.
Em Curitiba, o Batel registrou cerca de R$ 17,5 mil/m² em julho, segundo dados baseados no FipeZap. No mercado de lançamentos de alto padrão, levantamento de setembro aponta mediana próxima de R$ 16,9 mil/m².
Isso significa que um apartamento de 200 m² no alto padrão pode ultrapassar R$ 3 milhões somente pelo cálculo do valor do imóvel, antes de considerar características específicas da unidade.
Em Maringá e Londrina também existem imóveis nessa faixa, mas eles representam uma parcela muito menor do mercado e dependem fortemente do bairro, idade do prédio, tamanho e padrão de acabamento.
A comparação mostra uma tendência clara: Maringá e Londrina têm preços médios muito próximos, enquanto Curitiba opera em outro patamar de valor.
Para o comprador, porém, o preço médio da cidade não basta. O mesmo metro quadrado pode custar o dobro ou até mais dependendo do bairro, padrão, idade do imóvel, garagem, estrutura de lazer e localização.
Por isso, em 2026, comparar apenas o preço anunciado não é suficiente. É preciso comparar o que cada cidade entrega pelo mesmo valor.
















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