Policia

OAB suspende registro de advogado suspeito de matar médica em Maringá por 90 dias

João Vítor Domingues Romeiro

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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspendeu cautelarmente, por 90 dias, o registro profissional do advogado João Vítor Domingues Romeiro, de 25 anos, investigado pela morte da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, em Maringá. A decisão foi tomada pela Presidência da OAB Paraná após solicitação da OAB Maringá.

Segundo comunicado divulgado pela OAB Maringá, a Subseção encaminhou o caso à OAB Paraná assim que tomou conhecimento dos fatos e solicitou a adoção das providências previstas no Estatuto da Advocacia.

Diante da gravidade do caso, a Presidência da OAB Paraná determinou a suspensão cautelar do registro profissional de João Vítor pelo período de 90 dias. A medida poderá ser prorrogada.

Os autos também foram encaminhados ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB, que deverá analisar o caso dentro de suas atribuições.

A entidade ressaltou que a suspensão possui caráter cautelar e não representa um julgamento definitivo sobre a culpa do advogado. Segundo a OAB, serão assegurados a João Vítor o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.

Investigação

João Vítor é apontado como principal suspeito da morte de Gassi Paola, encontrada morta no dia 5 de setembro, dentro do apartamento onde morava, na Avenida Itororó, em Maringá.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, a médica apresentava ao menos quatro perfurações provocadas por faca. Um bebê de oito meses, filho da vítima, estava no imóvel no momento do crime.

O advogado foi localizado cerca de uma hora e meia depois, em Mandaguari. Ele também estava ferido e foi encaminhado para atendimento médico sob custódia policial.

João Vítor recebeu alta hospitalar na noite desta quarta-feira (9), após permanecer internado em estado grave no Hospital Universitário de Maringá (HUM). Depois da alta, foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil e permanece à disposição da Justiça.

A audiência de custódia havia sido adiada anteriormente em razão do estado de saúde do suspeito. Com a alta, a expectativa é de que ele seja apresentado à Justiça para a realização do procedimento.

Antes da prisão, João Vítor trabalhava como assessor jurídico da Prefeitura de Marialva. Após o crime, o município informou o desligamento do servidor.

Gassi Paola era médica e atuava como servidora pública na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi.

A OAB Maringá afirmou ainda que reafirma seu compromisso institucional com o enfrentamento de todas as formas de violência contra a mulher.

O caso é investigado pela Polícia Civil.