Para muitas famílias, a morte de um cachorro ou gato representa a perda de um integrante da casa. A forma de dar um destino ao corpo do animal, por isso, também passou a ser uma preocupação.
No Brasil, existem cemitérios específicos para animais e empresas que oferecem cremação individual ou coletiva. A cremação permite, em alguns casos, que a família receba as cinzas do animal em uma urna.
Em 2026, o assunto chegou com mais força ao Congresso Nacional. Existem projetos de lei propondo regras para o sepultamento de cães e gatos em cemitérios públicos e privados, inclusive em jazigos pertencentes às famílias dos tutores.
São Paulo deu um passo além. Uma lei estadual publicada em fevereiro de 2026 autorizou o sepultamento de cães e gatos em campas e jazigos pertencentes às famílias dos tutores. As regras práticas ficam sob responsabilidade dos serviços funerários de cada município.
E em Maringá?
A cidade já tem uma discussão própria sobre o assunto. O Projeto de Lei 17.560/2025, apresentado na Câmara Municipal, prevê o sepultamento de animais domésticos em sepulturas, gavetas ou outros espaços específicos nos cemitérios públicos municipais. A proposta continua em tramitação.
Também em 2025, a Câmara aprovou um requerimento perguntando à Prefeitura se existem estudos ou projetos para implantar um serviço de cremação de animais de estimação no município, inclusive por meio de parceria com empresas privadas.
Enquanto o poder público discute alternativas, Maringá já conta com serviços privados de cremação.
O Estrelinhas no Céu Crematório Pet oferece cremação individual e coletiva, acolhimento do animal e possibilidade de entrega das cinzas à família. A empresa informa que atende Maringá e região.
Outro estabelecimento que aparece na cidade é o Angelus Crematório e Crematório Pet.
A diferença é importante: no sepultamento, o animal é enterrado em um espaço destinado para essa finalidade. Na cremação, o corpo passa por um processo específico e a família pode optar por receber as cinzas.
Para os municípios, o desafio é estabelecer regras que considerem saúde pública, meio ambiente, localização dos espaços e controle dos procedimentos.
Para as famílias, a questão é também afetiva. A discussão mostra que a relação entre pessoas e animais mudou e que cresce a busca por uma despedida considerada digna.
Em Maringá, portanto, o debate ainda não terminou. A cidade já tem serviços privados de cremação e uma proposta para criar regras de sepultamento, mas ainda não possui um sistema público específico de cemitério para pets definido por lei municipal.
















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