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11 de setembro: 25 anos depois, a tragédia ainda mata

11 de setembro: 25 anos depois, a tragédia ainda mata

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Há 25 anos, o mundo assistia ao maior atentado terrorista da história dos Estados Unidos.

Quase 3 mil pessoas morreram naquele 11 de setembro de 2001.

Mas a tragédia não terminou naquele dia.

Passados 25 anos, milhares de pessoas que estiveram próximas ao World Trade Center continuam enfrentando problemas de saúde relacionados ao atentado.

Segundo o programa de saúde do governo dos Estados Unidos criado para atender essas pessoas, mais de 96 mil já foram diagnosticadas com doenças físicas ou problemas de saúde mental relacionados ao 11 de Setembro.

Entre os problemas estão doenças respiratórias, asma, problemas nos seios da face, refluxo, estresse, depressão e diferentes tipos de câncer.

O câncer é uma das consequências que mais chamam atenção.

Dados oficiais mostram que milhares de socorristas e sobreviventes tiveram doenças classificadas como relacionadas ao 11 de Setembro.

E muitos daqueles que adoeceram não estão mais vivos.

O próprio Corpo de Bombeiros de Nova York mantém, em 2026, um memorial para bombeiros e outros integrantes que morreram anos depois por doenças relacionadas ao trabalho de resgate e recuperação no local.

Um relatório divulgado neste mês mostra que mais de 10 mil integrantes do Corpo de Bombeiros de Nova York possuem atualmente alguma condição física certificada como relacionada ao 11 de Setembro. Mais de 4,2 mil têm diagnóstico de câncer certificado.

A explicação está principalmente no ambiente encontrado depois da queda das torres.

Durante semanas, equipes trabalharam entre toneladas de poeira, fumaça e destroços.

Milhares de pessoas também moravam, trabalhavam ou circulavam naquela região.

O problema é que algumas doenças não apareceram imediatamente.

Elas surgiram anos depois, quando muitos já acreditavam que o pior havia passado.

Por isso, 25 anos depois, os Estados Unidos ainda mantêm programas específicos de acompanhamento médico.

O cadastro de saúde de Nova York acompanha cerca de 71 mil pessoas expostas aos efeitos do atentado.

O 11 de Setembro, portanto, não é apenas uma lembrança histórica.

Para milhares de famílias, ele continua sendo uma realidade presente, marcada por consultas, tratamentos, doenças e perdas.

A data mudou o mundo em 2001.

E, para muitas pessoas, suas consequências continuam todos os dias.