Ainda não existe uma conta fechada de quanto o El Niño já provocou em prejuízos no Brasil.
Mas o Paraná entrou em uma área de atenção para os próximos meses, e Maringá e região também estão no cenário.
O El Niño foi confirmado em junho de 2026 e deve ganhar força durante a primavera.
No Paraná, as previsões indicam chuva acima da média, principalmente entre setembro e dezembro.
Para Maringá e cidades próximas, o principal problema pode ser o excesso de chuva em períodos curtos.
Isso pode provocar alagamentos, enxurradas, queda de árvores, danos em estradas rurais e dificuldades para o transporte.
No campo, o excesso de água também pode trazer prejuízos.
Solo muito molhado pode atrasar o plantio, dificultar a entrada de máquinas e aumentar a ocorrência de doenças nas plantas.
O Simepar aponta ainda possibilidade de tempestades fortes, granizo e ventos intensos em diferentes regiões do Paraná.
A preocupação aumenta porque a região de Maringá depende fortemente da agricultura.
Soja, milho, trigo, cana-de-açúcar e outras atividades movimentam produtores, cooperativas, transportadoras, comércio e serviços.
Quando uma lavoura tem problemas, o impacto não fica apenas na propriedade rural.
Ele pode chegar ao transporte, às empresas que vendem máquinas e insumos, aos trabalhadores e ao comércio das cidades.
Por isso, mesmo sem uma conta fechada de prejuízos provocados pelo El Niño, o risco econômico já é considerado importante.
O governo do Paraná mantém monitoramento permanente justamente porque o fenômeno aumenta a possibilidade de tempestades, granizo, vendavais, enxurradas e inundações.
Em agosto, o Tribunal de Contas do Paraná também orientou os municípios a reforçarem seus planos de prevenção diante dos riscos climáticos.
A preocupação não é apenas com grandes cidades.
Estradas rurais, pontes, bairros próximos a córregos e áreas de drenagem também podem sofrer.
Para Maringá, o período mais importante de observação será a primavera e o início do verão.
É quando os modelos indicam que o El Niño poderá atingir maior intensidade.
Por enquanto, portanto, não é correto dizer que existe um prejuízo de determinado valor causado pelo fenômeno.
O que já existe é um cenário de risco.
E, para Maringá e região, o maior cuidado será acompanhar o comportamento das chuvas, proteger as áreas agrícolas e preparar as cidades para possíveis temporais.
A conta definitiva do El Niño só poderá ser conhecida depois que seus efeitos sobre a agricultura, infraestrutura e economia forem registrados.
















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