Mais de três anos após a morte da policial militar Daniela Carolina Marinelo Martins, a Justiça decidiu que o marido dela, Kenny Aisley Rogério Vasconcellos Martins, será submetido a júri popular. Daniela foi baleada dentro da própria casa, em Maringá, em 1º de setembro de 2023.
Kenny está preso e é acusado de ter matado a esposa. Desde o início do processo, ele nega a autoria do disparo e sustenta que não foi responsável pela morte.
Defesa avalia recurso
Procurado pelo Maringá Post, o advogado de defesa de Kenny, José Carlos Ragiotto, afirmou que considera o encaminhamento do caso ao Tribunal do Júri parte do procedimento previsto para crimes contra a vida.
“A defesa entende como normal esse encaminhamento, até porque esse é o rito natural para os crimes contra a vida”, afirmou.
Sobre a possibilidade de contestar a decisão, o advogado disse que a defesa ainda avalia se irá recorrer.
“Estamos avaliando se vale a pena ou não recorrer, uma vez que o acusado Kenny está preso”, declarou.
A defesa também pretende manter a mesma linha apresentada ao longo do processo. “ A tese deverá ser a mesma, qual seja, a negativa de autoria”, disse o advogado.
Ragiotto afirmou ainda que pretende concentrar a atuação no que considera fragilidades do conjunto probatório. “Penso que o ponto mais importante é demonstrar, explorar que as ‘provas’ deixam muitas dúvidas, portanto não servindo para uma decisão condenatória”, afirmou.
Relembre o caso
Daniela foi encontrada ferida com um disparo de arma de fogo dentro da residência do casal. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu.
Na época, Kenny afirmou que a mulher teria cometido suicídio. A investigação passou a contestar essa versão e a acusação sustenta que ele foi o responsável pelo disparo.
Entre os elementos analisados estão a posição do corpo, a trajetória do tiro e vestígios relacionados ao disparo. A investigação também considerou uma gravação feita por Daniela durante uma discussão com o marido, na qual ela teria manifestado a intenção de se separar.
Segundo a acusação, Kenny teria tentado fazer com que a morte parecesse um suicídio. A defesa nega a autoria do crime.
















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