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Maternidade depois dos 40 ganha espaço em Maringá

Maternidade depois dos 40 ganha espaço em Maringá

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A maternidade depois dos 40 anos já faz parte da realidade de centenas de famílias de Maringá. Em 2024, o município registrou 7.243 nascimentos e, desse total, 4,11% foram de mães entre 40 e 44 anos.

Isso significa aproximadamente 298 nascimentos nessa faixa etária.

Entre 45 e 49 anos, foram 0,30% dos nascimentos, cerca de 22 casos. Considerando também as mães com 50 anos ou mais, foram aproximadamente 322 nascimentos de mulheres com pelo menos 40 anos.

Na prática, isso significa que cerca de um em cada 22 nascimentos registrados em Maringá em 2024 teve como mãe uma mulher de 40 anos ou mais.

O perfil da maternidade também mudou. Em Maringá, a faixa que concentrou o maior número de nascimentos em 2024 foi a de 30 a 34 anos, responsável por 28,48% dos registros. As mães de 35 a 39 anos representaram 18,24%.

Os dados mostram que a maternidade vem sendo adiada para idades mais avançadas, movimento que também aparece no Paraná e no Brasil.

A medicina acompanhou essa mudança. Técnicas de reprodução assistida, congelamento de óvulos, fertilização in vitro e utilização de óvulos doados ampliaram as possibilidades para mulheres que desejam engravidar mais tarde.

No Brasil, as regras do Conselho Federal de Medicina permitem a reprodução assistida para candidatas à gestação com até 50 anos, com possibilidade de exceções mediante avaliação e critérios médicos específicos.

Isso, porém, não significa que uma gravidez aos 45 anos tenha os mesmos riscos de uma gravidez aos 25 ou 30. A idade materna está associada a maior ocorrência de algumas complicações, como hipertensão, diabetes gestacional e alterações cromossômicas, entre outras situações que precisam ser avaliadas individualmente.

Por isso, especialistas destacam a importância do planejamento reprodutivo e do acompanhamento pré-natal adequado.

A própria Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) mantém discussão específica sobre gestação em mulheres acima de 40 e 45 anos, refletindo o crescimento desse grupo entre as pacientes.

Em Maringá, portanto, os números mostram que engravidar depois dos 40 deixou de ser uma situação excepcional. Em 2024, foram aproximadamente 320 nascimentos nessa faixa etária.

E dentro desse grupo, cerca de 22 bebês nasceram de mães que tinham entre 45 e 49 anos.

Os números não significam que todas essas mulheres tenham recorrido à reprodução assistida. Os registros de nascimento não permitem identificar, por si só, se a gravidez ocorreu naturalmente ou por tratamento.

O que os dados mostram é outra mudança: a maternidade está acontecendo mais tarde, enquanto a medicina oferece hoje mais recursos para mulheres que desejam ter filhos em uma fase mais avançada da vida.