CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) – O Bolsa Família terá os valores reajustados a partir do dia 19 de outubro. O benefício mínimo garantido por família passará de R$ 600 para R$ 691. A mudança foi anunciada pelo governo nesta quinta-feira (17).
O reajuste é de 15,04% e corresponde à inflação acumulada medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) entre março de 2023, quando entrou em vigor a atual versão do programa, e agosto de 2026.
A atualização também altera os valores pagos por criança, gestante, nutriz e outros integrantes que tenham direito aos benefícios previstos no programa.
Veja abaixo o que muda e quando o dinheiro será depositado.
O QUE MUDA NO BOLSA FAMÍLIA?
O governo corrigiu os valores dos benefícios pela inflação acumulada medida pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. O reajuste é de 15,04% e ocorre a 17 dias do primeiro turno das eleições.
Com a atualização, o valor mínimo garantido por família passa de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio estimado sobe de R$ 675 para R$ 777.
O piso não significa que todas as famílias receberão exatamente R$ 691. O valor é calculado de acordo com a composição de cada família e os benefícios a que seus integrantes têm direito.
QUANDO COMEÇA O PAGAMENTO COM O NOVO VALOR?
Os novos valores passam a valer na folha de outubro. O calendário começa em 19 de outubro e segue até o dia 30, de acordo com o final do NIS.
VEJA AS DATAS DOS PRÓXIMOS PAGAMENTOS
QUANTO PASSA A VALER CADA BENEFÍCIO?
O Benefício de Renda de Cidadania é pago por integrante da família. O Primeira Infância é destinado a famílias com crianças de zero a sete anos incompletos. Já o Benefício Variável Familiar é pago por integrante que se enquadre nas situações previstas no programa, como gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes.
É PRECISO FAZER ALGUMA COISA PARA RECEBER O NOVO VALOR?
Não. Os novos valores serão aplicados automaticamente na folha de outubro. O decreto produz efeitos financeiros a partir de 1º de outubro.
POR QUE O BOLSA FAMÍLIA FOI REAJUSTADO?
Segundo o governo, a atualização recompõe a inflação acumulada desde março de 2023, quando entrou em vigor a atual versão do programa.
O Decreto nº 13.120 determina que a correção seja feita pela variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
O QUE É O BOLSA FAMÍLIA?
O Bolsa Família, iniciativa que nasceu no Programa Fome Zero em 2003, é um programa de transferência de renda destinado a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. Ele é pago pela Caixa Econômica Federal, mas a gestão é feita pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
QUEM TEM DIREITO?
Famílias que estão inscritas no CadÚnico e que tenham renda familiar per capita (por pessoa) igual ou inferior a R$ 218 por mês são elegíveis ao programa.
Para calcular o valor, é necessário somar os rendimentos de todas as pessoas que moram na mesma casa, sejam elas pais, cônjuges, companheiros, filhos, enteados ou irmãos e dividir pelo número de pessoas.
Não devem ser incluídos no cálculo indenizações por danos materiais ou morais, benefícios pagos pelo poder público de forma temporária e quantias recebidas em programas de transferência de renda (como o próprio Bolsa Família).
QUAIS SÃO AS REGRAS PARA RECEBER O BENEFÍCIO?
Além do valor determinado para renda, é necessário que os beneficiários atendam algumas condições nas áreas de saúde e educação, como:
- Realizar acompanhamento pré-natal, no caso de gestantes;
- Acompanhar o calendário nacional de vacinação;
- Acompanhar o estado nutricional de crianças menores de sete anos;
- Manter frequência escolar mínima de 60% para crianças de quatro e cinco anos, e de 75% para a faixa etária de seis a 18 anos incompletos que não tenham concluído a educação básica;
- Ao matricular a criança na escola e ao vaciná-la no posto de saúde, a família precisa informar que é beneficiária do Bolsa Família.
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