RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – O ator Mark Ruffalo,58, voltou a criticar a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, operação avaliada em cerca de US$ 111 bilhões (R$ 580 bilhões). Ele classificou a aprovação judicial do acordo como decepcionante e afirmou que a oposição à fusão continuará.
Ruffalo participou de uma mobilização de artistas de Hollywood contra a operação e ajudou a organizar uma carta pública contrária ao negócio. Segundo, o ator concentração das empresas pode reduzir a diversidade de produções, afetar a liberdade de expressão e provocar demissões. “A fusão vai sufocar a criatividade, enfraquecer a liberdade de expressão e custar empregos”, afirmou em entrevista ao Deadline.
Nas redes sociais, o ator também disse que a discussão envolve a concentração de poder econômico no setor de entretenimento.
Em setembro, antes da conclusão do negócio, Ruffalo conversou sobre a fusão com o governador da Califórnia, Gavin Newsom. A operação também era alvo de uma ação antitruste movida por 12 estados americanos, que alegavam violação à Lei Clayton, legislação federal de 1914 criada para proteger a concorrência e limitar práticas monopolistas.
Os estados sustentavam que o megacordo reduziria a concorrência na distribuição de filmes e no mercado de canais de TV paga. O processo foi posteriormente encerrado por meio de um acordo que abriu caminho para a conclusão da operação, aprovado nesta semana pela Justiça federal.
A Paramount Skydance e a Warner Bros. Discovery anunciaram que esperam concluir a fusão em 6 de outubro. A nova companhia reunirá ativos como Warner Bros., Paramount Pictures, CBS, CNN e HBO. Estimativas recentes do mercado americano apontam que a empresa combinada poderá carregar cerca de US$ 80 bilhões (R$ 417 bilhões) em dívidas.
A Paramount afirma, por outro lado, que a operação permitirá ampliar investimentos e gerar empregos. O Departamento de Justiça dos EUA concluiu em junho que a transação não deveria provocar danos à concorrência ou aos consumidores.
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