Linha fina: Doações privadas e recursos partidários ajudam a bancar as campanhas; valores precisam ser comparados pelo mesmo período e categoria.
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) contam com diferentes fontes de financiamento: doações de pessoas físicas, transferências dos partidos e recursos públicos do Fundo Eleitoral.
Na primeira semana do segundo turno, Flávio havia recebido R$ 1,76 milhão em doações de pessoas físicas. Até o levantamento divulgado em 9 de outubro, Lula ainda não tinha registrado contribuições dessa categoria no período, segundo reportagem do UOL.
Isso não significa que a campanha petista estivesse sem dinheiro. Os candidatos também podem utilizar recursos recebidos anteriormente e valores transferidos pelos diretórios partidários.
Quanto cada campanha recebeu?
Antes do primeiro turno, dados divulgados em 3 de outubro apontavam R$ 77,3 milhões em recursos recebidos pela campanha de Lula e R$ 61,7 milhões pela de Flávio.
Esses valores são anteriores à segunda etapa da eleição e não representam, necessariamente, o dinheiro disponível hoje para cada candidatura.
Também é preciso distinguir recursos recebidos diretamente pelos candidatos daqueles destinados às legendas. O dinheiro transferido pelo partido só entra na prestação de contas da campanha quando a operação é registrada.
O peso do dinheiro público
O Fundo Eleitoral é composto por recursos públicos distribuídos aos partidos conforme critérios previstos em lei. As legendas decidem como repartir o dinheiro entre seus candidatos, respeitando as regras eleitorais.
O PL tem cerca de R$ 881,7 milhões destinados ao conjunto de suas campanhas em 2026. Esse valor não pertence exclusivamente à candidatura de Flávio Bolsonaro.
O PT também dispõe de recursos partidários para financiar seus candidatos. Para comparar os presidenciáveis, é necessário verificar quanto cada partido efetivamente transferiu às campanhas no segundo turno.
O que os números mostram?
As doações privadas são apenas uma parte do financiamento eleitoral. Para saber quem recebeu mais recursos, é preciso somar as receitas de cada candidatura, separar as fontes e considerar o mesmo período.
O sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), permite consultar as receitas e despesas declaradas pelas campanhas.
Fontes: Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
















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