O Centro-Sul do país entra em estágio de atenção com a formação de um ciclone extratropical que apresenta características de “ciclone-bomba”.
Segundo a Climatempo, o sistema deve se organizar entre esta quarta (6) e quinta-feira (7), trazendo chuva volumosa, ventos intensos e uma subsequente queda drástica nas temperaturas em estados do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A organização do sistema segue um cronograma de intensificação rápida:
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Quarta-feira (6/5): Uma área de baixa pressão começa a se formar no centro-norte da Argentina, servindo como embrião para o ciclone antes do avanço da frente fria.
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Quinta-feira (7/5): A frente fria se consolida. O sistema deve atuar com força entre o Uruguai, Argentina e o Rio Grande do Sul, onde já são esperados os primeiros temporais.
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Sexta-feira (8/5): A instabilidade avança para o Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. O ciclone ganha força sobre o leste da Argentina e Uruguai, com rajadas de vento que podem superar os 100 km/h.
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Fim de Semana (9 e 10/5): Após a chuva, uma massa de ar polar entra no país, derrubando as temperaturas em grande parte do território brasileiro.
O termo, que impressiona pelo nome, refere-se a um critério meteorológico técnico. De acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, um sistema é classificado como ciclone-bomba quando sofre uma queda de pressão atmosférica muito rápida em um curto intervalo de tempo (chamada de ciclogênese explosiva).
A previsão indica que a pressão pode despencar de 994 hPa para 970 hPa em apenas 24 horas. Esse processo de “explosão” deve ocorrer entre a madrugada de sexta para sábado, intensificando o poder de destruição dos ventos e a força da massa de ar frio que vem na retaguarda.
A Defesa Civil de Santa Catarina e órgãos de segurança alertam para os riscos de quedas de árvores, interrupção no fornecimento de energia e destelhamentos. A orientação é que os moradores acompanhem as atualizações meteorológicas e evitem áreas descampadas durante os picos de ventania.
















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