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Diplomacia e pragmatismo garantem investimentos e retomada de obras na UEM

Maringá Post

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A captação de recursos para a manutenção e a expansão de uma estrutura de grande porte exige das universidades públicas um modelo de governança baseado no pragmatismo administrativo. Na contramão do histórico de isolamento ou de oposição automática aos governos instituídos, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) vem consolidando uma estratégia de diplomacia pública para garantir o fluxo de investimentos necessários à sua sobrevivência institucional.

 

A mudança de postura na condução das relações externas da universidade reflete a necessidade de gerar resultados práticos acima de debates de viés ideológico ou partidário. Com um orçamento anual que atinge a marca de R$ 1 bilhão, a reitoria passou a adotar uma agenda intensa de interlocução direta com os poderes Executivo e Legislativo, tanto na esfera estadual quanto na federal.

 

Para a administração da UEM, o papel de um dirigente máximo assemelha-se ao de um mediador de interesses coletivos, cuja prioridade absoluta deve ser a instituição. “Reitor é um diplomata. Tem que conversar com todos. Tem que acreditar que todos estão com a universidade, que ela não tem inimigos. E com esse pressuposto, eu passei a caminhar, a buscar recursos, a reconstruir relações, independente de qualquer tipo de viés partidário. Uma gestão republicana, vou atrás daquilo que importa para a universidade. A UEM é o interesse”, afirma o reitor Leandro Vanalli.

 

O reflexo prático dessa aproximação diplomática traduziu-se na abertura de canais permanentes de diálogo com órgãos decisórios em Curitiba, como a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). A cooperação técnica com os secretários Aldo Bona e Beto Preto facilitou o repasse de verbas e o destravamento de projetos que aguardavam a liberação de recursos orçamentários.

 

A estratégia garantiu não apenas o custeio ordinário da universidade, mas também aportes específicos para áreas estratégicas, como o Hospital Universitário (HU) e o plano de retomada de obras paralisadas. O restabelecimento do respeito institucional junto ao Governo do Estado permitiu que as demandas técnicas da UEM fossem atendidas com maior celeridade.

 

O fruto desse alinhamento foi a consolidação de investimentos robustos na infraestrutura da universidade, sem que a instituição perdesse sua autonomia ou sua identidade de fomento à ciência.

 

Os defensores desse modelo de gestão ressaltam que o diálogo estreito com as autoridades políticas não comprometeu a independência intelectual ou a qualidade acadêmica da UEM. Pelo contrário, o ambiente de estabilidade institucional e financeira contribuiu para que os indicadores de pesquisa, ensino e extensão seguissem em trajetória de crescimento.

 

A consolidação da UEM como a primeira universidade estadual do Sul do país e a quinta melhor do Brasil é apontada como a prova de que a eficiência administrativa caminha lado a lado com a excelência científica. O desafio para os próximos anos reside em manter os canais diplomáticos abertos, garantindo que o interesse público e o desenvolvimento regional continuem acima de qualquer conjuntura política passageira.

 

O episódio completo do podcast Ponto a Ponto com o reitor Leandro Vanalli está disponível no canal do Maringá Post no YouTube.

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio