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Maringá: Reajuste do IPTU ‘segura’ queda em repasses do SUS e IPVA no primeiro quadrimestre de 2026

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Nesta quarta-feira (27), a Prefeitura de Maringá promoveu uma prestação de contas sobre os primeiros quatro meses de 2026. Números mostram perda de R$ 48 milhões em repasses estaduais e federais para o SUS e também na participação do município no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Reajuste do tributo municipal, no entanto, colocou mais R$ 57 milhões em caixa.

O reajuste de 30% no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), aplicado pela Prefeitura de Maringá em 2025 e que entrou em vigor em 2026, foi o responsável por manter o funcionamento de serviços frente a quedas em repasses estaduais e federais para a cidade. É o que mostrou o município na Audiência Pública de prestação de contas referente ao 1º qudrimestre deste ano, promovida na tarde desta quarta-feira (27) pela Secretaria Municipal da Fazenda.

No plenário da Câmara Municipal, a pasta mostrou os números relativos ao período de janeiro a abril deste ano, com um demonstrativo de queda de aproximadamente R$ 48 milhões em transferências do Governo do Paraná e da União. A queda mais acentuada foi na participação do município na alíquota do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Com a redução anunciada também em 2025 pelo Governo do Paraná, de quase 50% do tributo, o repasse para os municípios também caiu. Em Maringá, são mais de R$ 30 milhões a menos nos cofres, com R$ 85 milhões arrecadados nos primeiros meses de 2026 ante R$ 116 milhões no primeiro quadrimestre de 2025.

O Estado também cortou 40% (aproximadamente R$ 10 milhões) nos repasses para custeio do Sistema Único de Saúde (SUS). De janeiro a abril de 2025, o montante recebido foi de R$ 24 milhões, enquanto no mesmo período deste ano o repasse foi de apenas R$ 14 milhões. Os repasses da União para o SUS também tiveram queda de R$ 6 milhões, representando R$ 124 milhões de janeiro a abril deste ano contra R$ 130 milhões no mesmo período do ano passado.

Em compensação, o reajuste do IPTU foi responsável por colocar mais R$ 57 milhões em caixa de janeiro a abril. O tributo representou R$ 269 milhões na arrecadação da Prefeitura neste ano, contra R$ 212 milhões no mesmo período do ano passado.

Em entrevista após a prestação de contas, o secretário de Fazenda de Maringá, Carlos Augusto Ferreira, explicou que o município não tem como explicar as razões, mas tinha uma análise prévia de que poderia haver queda nos repasses estaduais e federais. Por isso, o reajuste do IPTU foi necessário.

Nós não temos uma explicação, mas nós tínhamos uma análise potencial de que isso poderia acontecer (queda de arrecadação) não só federal, como também do Estado. O IPVA que vocês viram, a queda não foi reposta, não houve nenhum tipo de contrapartida que pudesse atender aos municípios e tampouco nós tivemos uma expansão de veículos licenciados na cidade. Então nós sabíamos que íamos gerar um buraco e tivemos que fazer um enfrentamento que todos vocês acompanharam em setembro do ano passado, promovendo essa redução de desconto no IPTU. Ainda bem que fizemos”, disse.