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A melhor capacidade do ChatGPT chegou à versão gratuita da IA

A melhor capacidade do ChatGPT chegou à versão gratuita da IA
A OpenAI anunciou que os usuários da versão gratuita do ChatGPT passarão a ter acesso ao recurso que permite ao chatbot de inteligência artificial lembrar de conversas anteriores. Já os assinantes das versões pagas terão acesso a uma versão mais avançada dessa funcionalidade.

As novidades foram divulgadas pela OpenAI em uma publicação no blog oficial da empresa. Segundo a companhia, o ChatGPT será capaz de recuperar informações relevantes de conversas passadas para enriquecer futuras interações com o usuário.

“Hoje estamos começando a implementar um sistema mais capaz e escalável para sintetizar memórias, desenvolvido para lidar com desafios de obsolescência, precisão e escalabilidade que observamos quando a memória é aplicada a centenas de milhões de usuários e a períodos de vários anos no ChatGPT”, afirma a empresa na publicação.

A OpenAI destaca que esta é a primeira vez que o recurso estará disponível para usuários da versão gratuita e afirma que os avanços recentes “atendem aos padrões de qualidade” da companhia.

“Melhorias recentes reduziram em aproximadamente cinco vezes a capacidade computacional necessária para disponibilizar essa funcionalidade aos usuários gratuitos, possibilitando o início da implementação nas próximas semanas e ampliando a capacidade de memória para usuários dos planos Plus e Pro”, informou a OpenAI.

OpenAI e Sam Altman são processados na Flórida
O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, afirmou durante uma coletiva de imprensa que o estado é o primeiro a processar a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, por supostamente ocultarem alertas internos de segurança e enganarem os usuários sobre os riscos do ChatGPT, “permitindo que um produto perigoso chegasse a milhões de pessoas”.

A ação judicial menciona dois casos de tiroteios nos quais os supostos autores teriam consultado o ChatGPT enquanto planejavam os crimes.

Em resposta, a OpenAI declarou que seus modelos incentivaram repetidamente os indivíduos a buscar ajuda no mundo real, incluindo apoio de profissionais de saúde mental, e afirmou ter colaborado com as autoridades em ambos os casos.

“O ChatGPT é uma ferramenta de uso geral utilizada por centenas de milhões de pessoas todos os dias para fins legítimos”, afirmou a OpenAI em comunicado.

“Trabalhamos continuamente para fortalecer nossas medidas de segurança, detectar intenções maliciosas, limitar usos indevidos e responder adequadamente quando surgem riscos à segurança”, acrescentou a empresa.

Em abril, Uthmeier abriu uma investigação criminal para apurar se o ChatGPT forneceu orientações a um atirador que matou duas pessoas e feriu outras seis no ano passado na Universidade Estadual da Flórida.

Em outro caso, os promotores alegam que o homem acusado de assassinar dois estudantes de doutorado da Universidade do Sul da Flórida perguntou ao ChatGPT, dias antes do desaparecimento das vítimas, o que aconteceria se um corpo humano fosse colocado em um saco e jogado em uma caçamba de lixo.

O processo afirma que a OpenAI e Sam Altman priorizaram a rapidez no lançamento de produtos e os lucros comerciais em detrimento da segurança dos usuários, ignorando alertas recorrentes de especialistas tanto dentro quanto fora da empresa.

A ação também sustenta que a empresa lançou um produto que facilita e incentiva comportamentos prejudiciais, incluindo automutilação e violência, enquanto assegurava falsamente aos usuários que a ferramenta era segura.

Além disso, a queixa afirma que o ChatGPT coleta dados de menores sem supervisão parental adequada e pode contribuir para dependência comportamental e prejuízos cognitivos.

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