Atender à população que mais cresce no Brasil com qualidade e sustentabilidade é o desafio central do mercado de saúde suplementar. Historicamente visto pelas operadoras tradicionais sob uma ótica de custo e doença, o público da terceira idade passa a exigir novos formatos de gestão. O setor precisa migrar para modelos focados na longevidade ativa e na prevenção de longo prazo.
Para analisar essas transformações e o lançamento de produtos exclusivos para a faixa etária acima dos 49 anos, o podcast Ponto a Ponto, do Maringá Post, recebeu o diretor comercial e de marketing do Grupo Athena Saúde, Rodrigo Góes.
Em uma conversa com o jornalista Ronaldo Nezo, gravada no VMark Estúdio, o executivo detalhou o posicionamento da empresa — que hoje ocupa o terceiro lugar nacional no segmento — e explicou por que o lançamento do Humana Sênior em Maringá representa uma mudança de paradigma no tratamento do paciente idoso.
Maringá como celeiro de inovação
Com 1,6 milhão de beneficiários e uma rede própria que inclui 14 hospitais e 44 clínicas, a Athena Saúde fixou em Maringá sua base operacional para a Região Sul. Segundo Góes, a escolha do município para o lançamento das principais novidades da marca não é casual, mas baseada no perfil de consumo local.
“Maringá está sendo um celeiro de inovação dos nossos produtos. A gente identificou aqui pelo perfil exigente do maringaense, então os produtos estão sendo lançados do Grupo Athena, aqui em Maringá dá certo e a gente replica isso de forma nacional”, afirma o executivo.
Ele ressaltou que a transição cultural após as aquisições de hospitais e operadoras na cidade foi feita com cuidado para preservar o legado local, trazendo agora uma proposta de “preço justo” e acesso facilitado.
O diferencial do Humana Sênior
O ponto central da entrevista foi a apresentação do Humana Sênior. Diferente dos planos de saúde convencionais, o produto aposta em uma jornada personalizada, com uma unidade de atendimento exclusiva na Zona 1 de Maringá. O foco está em tirar o idoso do ambiente estritamente hospitalar e trazê-lo para um ecossistema de prevenção.
“Precisamos sair do modelo tradicional de plano de saúde quando a gente fala de sênior. Então a gente precisa fazer um trabalho diferente”, argumenta o diretor. Ele defende que atividades multidisciplinares e oficinas são fundamentais para a saúde clínica. “A pessoa em movimento já é uma prevenção. Se você, por exemplo, a solidão ela te adoece. Então você trazer possibilidades de uma integração social, seja através de uma dança que a gente colocou lá, outras metodologias como pintura, você integrar essa pessoa a um grupo, trazer movimento para essa pessoa também é uma prevenção.”
Inovação no atendimento: Odonto e Home Care
Uma das novidades detalhadas por Góes é o protocolo odontológico integrado à saúde médica, voltado especialmente para pacientes com diabetes e hipertensão. A inovação vai além da clínica: o plano oferece atendimento odontológico domiciliar para pacientes com mobilidade reduzida ou acamados.
“A gente tem a condição de fazer esse tratamento no domicílio do beneficiário. Então, aqui, a nossa proposta é, mesmo com a dificuldade de mobilidade que existe, e ela é real, a gente vai estar lá do lado do paciente. Então, a gente tem um consultório volante, que consegue trazer um atendimento lá na casa do cliente”, explica.
Segurança contra reajustes e cancelamentos
Provocado sobre os principais temores dos usuários — os reajustes elevados e o medo de cancelamentos unilaterais —, Rodrigo Góes enfatizou a proteção jurídica dos contratos individuais, modalidade que a Athena mantém ativa enquanto muitos concorrentes migram apenas para o mercado empresarial.
“No contrato individual, você tem algumas seguranças e essa é uma delas. O nosso, da operadora, não podemos chegar e cancelar. A gente precisa prestar contas, inclusive, para a ANS”, esclarece. “Essa preocupação do reajuste para esse produto, ela pode ser nula aqui, porque ela tem uma proteção jurídica para apoiar as pessoas que estão adquirindo nosso produto. O nosso interesse é que ele continue com a gente em uma relação de longo prazo.”
Tecnologia e o limite do cuidado
No encerramento, Góes avaliou como a inteligência artificial e os prontuários eletrônicos unificados auxiliam na medicina preditiva, mas reforçou o valor humano. “Vamos estar atentos ao avanço tecnológico, mas na saúde nada substitui o cuidado humano. O cuidado humano ainda é insubstituível”, finaliza.
Serviço
O episódio completo do podcast Ponto a Ponto com Rodrigo Góes está disponível no canal do Maringá Post no YouTube e nas principais plataformas de áudio. A produção é do jornal Maringá Post em parceria com o VMark Estúdio.
















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