De quatro em quatro anos, as cores verde amarelo da bandeira vibram nas ruas, praças e bares no Brasil. Em Iguatemi, não poderia ser diferente: jovens, crianças e adultos se mobilizaram neste domingo (07) para colorir o chão do distrito maringaense.
A acadêmica de Comunicação e Multimeios Stephanie Santos visitou a praça junto com sua amiga, Maryane Alves.
Ela se encantou ao ver a união de pessoas de diferentes idades em um mesmo sentimento. Segundo Stephanie, a união é uma forma de fortalecer a união comunitária:
Cores e tradição
A ação resgata uma tradição típica dos períodos de Copa – quando moradores se unem para decorar ruas e espaços públicos em apoio à Seleção Brasileira.
Embora não exista registros oficiais, alguns pesquisadores acreditam que a tradição surgiu depois do primeiro título do Brasil, em 1958. Na década de 60, o costume era confeccionar bandeirinhas, tinta no chão e festa coletiva.
Em muitas cidades, porém, a prática estava perdendo força. A moradora Ana Carolina Parma, de 30 anos, afirma que é a primeira vez que vê a iniciativa em Iguatemi. De crianças e adolescentes que se interessaram pela atividade pela trend nas redes sociais a adultos que participam pela vontade de reviver a nostalgia, o senso é o mesmo: de união, torcida e coletividade.
Para pintar a rua do seu bairro
A ação em Iguatemi foi um iniciativa particular, autorizada e apoiada pela Guarda Civil Municipal. A Prefeitura reforça que intervenções artísticas em vias públicas, como pinturas temáticas em ruas, dependem de autorização prévia da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob).
Segundo a Prefeitura de Maringá, os interessados precisam protocolar a solicitação por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), informando o local da atividade. A equipe técnica avalia critérios como o fluxo de veículos, a preservação da sinalização viária, a acessibilidade e a segurança dos usuários da via.
Ainda conforme a Prefeitura, os participantes precisam usar tintas à base de água e de fácil remoção. A autorização é concedida quando a intervenção não compromete a mobilidade e a segurança no local.
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