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Sobe para 36 número de mortos após terremoto na ilha filipina de Mindanau

Sobe para 36 número de mortos após terremoto na ilha filipina de Mindanau

As autoridades filipinas anunciaram hoje, num novo balanço, a morte de 36 pessoas na sequência do terremoto de magnitude 7,8 que atingiu na segunda-feira a ilha de Mindanau, no sul do país. O registro anterior apontava 31 mortos e mais de 130 feridos.

De acordo com o relatório preliminar publicado hoje pelo Conselho Nacional para a Redução e Gestão do Risco de Catástrofes (NDRRMC, na sigla em inglês), quatro pessoas continuam desaparecidas e 167 ficaram feridas devido ao terremoto, que afetou pelo menos 88 mil pessoas.

O tremor ocorreu às 07h37 de segunda-feira (hora local), a cerca de 24 quilômetros a sudoeste da ilha de Burias, sul de Mindanau, e a uma profundidade de cerca de 35 quilômetros, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), que mede a atividade sísmica em todo o mundo.

Edifícios governamentais, habitações, estradas e pontes, entre outras infraestruturas, ficaram danificados pelo abalo sísmico, ao qual se seguiram cerca de 870 réplicas, com magnitudes entre 1,3 e 6,7, de acordo com dados oficiais.

Uma das localidades mais afetadas é a cidade de General Santos, onde vários edifícios ruíram. As equipes de emergência criaram abrigos destinados às famílias residentes afetadas.

Após o terremoto, foi ativado o alerta de tsunami em vários países do Pacífico e registaram-se, na zona afetada das Filipinas, pelo menos cinco deslizamentos de terra.

Após os alertas iniciais, as Filipinas e as outras nações cancelaram o alerta de tsunami horas depois.

A agência sismológica das Filipinas (Phivolcs), que manteve o alerta ativo durante quase oito horas, confirmou a chegada de ondas em pelo menos seis localidades costeiras, entre elas Kiamba (Mindanau), onde atingiram 1,48 metros acima do nível do mar.

Outros municípios afetados foram Kalamansig, Maasim, Zamboanga, Mai e Tandag, de acordo com o relatório da Phivolcs.

O forte tremor ativou o alerta de tsunami noutros países como Japão, Indonésia, Malásia e até mesmo em ilhas remotas do Pacífico como Vanuatu e Nauru.

O arquipélago filipino situa-se sobre o chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica onde se registam anualmente cerca de sete mil terramotos, a maioria de intensidade moderada.

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