As baixas temperaturas registradas em Maringá e a previsão de frio mais intenso ao longo deste mês não devem comprometer o funcionamento das hortas comunitárias do município. Segundo a Prefeitura, medidas de proteção adotadas nas unidades garantem a continuidade da produção e do atendimento à população.
Coordenadas pela Secretaria de Trabalho, Renda e Agricultura Familiar (Setrab), as hortas seguem abertas de segunda a sexta-feira, das 7h40 às 11h40 e das 13h30 às 17h30. Os produtos cultivados são comercializados diretamente à população por valores entre R$ 1 e R$ 3.
De acordo com o secretário de Trabalho, Renda e Agricultura Familiar, Rogério Bernardo, as áreas contam com estruturas protegidas por telas agrícolas, que ajudam a minimizar os efeitos das baixas temperaturas sobre as hortaliças.
“As telas funcionam como uma barreira de proteção contra o frio mais severo e ajudam a manter a estabilidade das plantas, garantindo a continuidade da produção mesmo em períodos de temperaturas mais baixas”, afirma.
Além da proteção física, a Prefeitura também distribui mudas e sementes de espécies mais resistentes ao inverno. Entre as hortaliças cultivadas nesta época do ano estão alface crespa, americana, lisa, mimosa verde e roxa, rúcula, couve, salsinha, cebolinha, chicória, coentro e almeirão.
Segundo o gerente das Hortas Comunitárias da Setrab, José Albuquerque, as condições climáticas mais amenas favorecem principalmente o desenvolvimento das hortaliças folhosas.
“O clima mais ameno contribui diretamente para a manutenção da produtividade nas hortas comunitárias. Com as adaptações necessárias, a produção segue normalmente mesmo durante os períodos de frio”, explica.
Projeto beneficia famílias e garante alimentos frescos
As hortas comunitárias priorizam a participação de famílias cadastradas nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras). Atualmente, a unidade Cidade Alta conta com a atuação de 16 famílias.
Uma delas é a de Ademar Ohara, que acompanha as mudanças no cultivo durante o inverno.
“Nessa época, as famílias passam a plantar mais couve, alho-poró e principalmente alface”, relata.
Além do apoio da Prefeitura, as hortas recebem assistência técnica do Centro de Referência em Agricultura Urbana e Periurbana da Universidade Estadual de Maringá (CerAUP/UEM). A parceria oferece cursos, orientações sobre técnicas de cultivo e acompanhamento especializado para os produtores.
Segundo José Albuquerque, mesmo nas hortas localizadas em regiões mais frias da cidade, o suporte técnico ajuda a manter a qualidade da produção.
“Muitas unidades ficam em áreas de fundo de vale, onde as temperaturas costumam ser mais baixas. Ainda assim, os voluntários e técnicos acompanham o trabalho e orientam os produtores para garantir o desenvolvimento das culturas”, destaca.
Com as medidas adotadas, a expectativa é que as hortas comunitárias continuem abastecendo a população com verduras frescas e contribuindo para a geração de renda das famílias participantes durante todo o período de inverno.
















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