“A ordem que o ministro da Defesa (Israel Katz) e eu demos ao Exército israelense é clara e não mudou: nossos soldados no sul do Líbano têm total liberdade de ação para impedir qualquer ameaça direta ou iminente contra eles ou contra os moradores do norte”, declarou Netanyahu.
O chefe do governo israelense também afirmou que o Exército, apoiado por ele e “por todo o povo” de Israel, não tem “nenhuma restrição” em relação às suas operações no país vizinho, do qual atualmente ocupa cerca de 570 quilômetros quadrados.
No comunicado, Netanyahu insistiu que Israel permanecerá na “faixa de segurança” — como se refere ao território libanês ocupado — “pelo tempo que for necessário” para “proteger os moradores do norte e todos os cidadãos do país”.
Apesar do memorando de entendimento firmado entre os Estados Unidos e o Irã na semana passada, que inclui a frente libanesa, o governo de Netanyahu reivindicou o direito de Israel de continuar ocupando território do país vizinho e de continuar trocando ataques com o movimento xiita libanês Hezbollah, aliado de Teerã.
Esse ponto de atrito, que diversas vezes colocou em risco as negociações para o fim da guerra no Oriente Médio, parecia ter diminuído no fim de semana, quando Israel reduziu a intensidade e a frequência de seus ataques em território libanês, após uma trégua não oficial com o Hezbollah, anunciada na tarde de sexta-feira.
O número de mortos na ofensiva israelense no Líbano desde 2 de março chegou a 4.106, enquanto o número de feridos é de 12.153, segundo os dados mais recentes divulgados pelas autoridades libanesas no domingo.
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