Há quem diga que “de virada é mais gostoso”, não sei não… No primeiro tempo, o gol do Japão deixou os maringaenses bem nervosos.
Aos 29 minutos, um apito e um grito não tão animado do bar ao lado (que estava mais adiantado que a nossa TV) já avisava: era gol, e não do time que a gente queria.
Muitos chutes ao gol, muitas defesas. A cada uma delas, a aflição aumentava ainda mais.
Chegamos ao fim do primeiro tempo com 1X0 para o Japão, e a equipe estava até sem jeito de realizar as entrevistas. No entanto, os entrevistados demonstraram otimismo. “A gente é brasileiro, né? A gente não desiste nunca…” afirmou um torcedor.
Tensão e emoção até os acréscimos que não acabavam nunca
Endrick entra no segundo tempo e faz o chão da zona 07 tremer. A promessa da seleção conquistou o público e reanimou os ânimos dos espectadores. Às vezes, Neymar aparecia nas telas. Algumas vaias em uns bares, alguns aplausos em outros.
Aos 56 minutos, Casemiro emplacou um gol e aliviou um pouco o medo da derrota. O volante surpreendeu quem estava assistindo, que entoava o bordão “fala dele!”
Aos 57 minutos, o grito da seleção vibrou com o quase gol de Vini Jr – mas bateu na trave e a seleção seguia no empate.
“Se for para os pênaltis, já era”, falava uma das torcedoras ao meu lado.
Todos impressionados com a habilidade de Zion Suzuki, goleiro japonês. O jogador contabilizou quatro defesas na partida – o que aumentou mais ainda o medo do torcedor.
Completos os 90 minutos, a tensão de um possível pênalti era ainda maior. No último minuto do tempo estabelecido, um gol de Gabriel Martinelli fez com que torcedores até subissem em carros para comemorar.
Vuvuzelas, apitos e gritos em coro já cantavam a vitória da seleção brasileira No entanto, o árbitro deixou a bola rolar, passando de 10 minutos de acréscimo. Alguns chegaram a ofender o juiz, outros já tinham a esperança de que já estava tudo certo. No apito final, as cores verde e amarelo dominaram a rua da Paranaguá.
Comemoração com direito a vídeo ao vivo
A equipe gravou a comemoração por quase meia hora – entrevistamos pessoas animadas, ouvimos gritos de torcida, alguns palavrões que não puderam ser cortados. Algumas vezes o microfone falhou, outras conseguimos escutar bem demais. Alguns torcedores chegaram até a vibrar o nome do Maringá Post na live. No fim, Mari Parma, Graciane Santos e Luiza Dias conseguiram captar a torcida brasileira em sua essência: caótica, persistente e cheia de vontade de comemorar.
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