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Paraná é citado como exemplo de boas práticas na solução de homicídios em estudo nacional

Paraná é citado como exemplo de boas práticas na solução de homicídios em estudo nacional

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O Paraná é apontado por estudo divulgado esta semana pelo Instituto Sou da Paz como um exemplo de boas práticas na resolução de casos de homicídios, sendo o quarto estado no ranking nacional de solução desse tipo de crime, com um índice de 72%. O Diagnóstico sobre Investigação de Homicídios no Brasil se baseia em dados de 2020 a 2023 e ressalta a trajetória do Paraná com “um modelo de fortalecimento da investigação de homicídios baseado em gestão por resultados, especialização territorial das equipes e investimento continuado em tecnologia investigativa e prova técnica.”

Essa evolução é fruto de um investimento prioritário nos últimos anos em inteligência, equipamentos e integração das polícias. Um ponto importante citado pelo relatório é a atuação integrada da Polícia Civil do Paraná (PCPR) com a Polícia Científica do Paraná (PCIPR) que resulta na melhora da interlocução para acelerar a produção de laudos, ampliar a circulação de informações técnicas e tornar a prova pericial mais efetiva na reconstrução dos homicídios. Além disso, o uso de ferramentas de inteligência e de tecnologias aplicadas à investigação é um destaque para a obtenção dos melhores resultados.

O estudo também destaca a importância de selecionar e manter nas unidades policiais profissionais com perfil dedicado à investigação de homicídios, interesse investigativo e com espírito para atuar em uma área de alta complexidade, junto com formação e capacitação continuada. O Paraná mostra que “o fortalecimento da capacidade de esclarecimento de homicídios está associado à combinação entre gestão de metas, especialização territorial, priorização institucional, modernização tecnológica e integração qualificada entre investigação e perícia”. É um modelo que associa cobrança por resultados e investimento institucional, produzindo condições mais favoráveis para a elucidação de homicídios em localidades complexas.

EVOLUÇÃO CONTINUADA – O Estado tem evoluído constantemente em busca da maior resolução de homicídios. Em 2018, segundo o instituto, o Estado solucionou 12% dos homicídios, em 2019 o índice saltou para 49% e nos dois anos seguintes a taxa ficou na faixa de 70%, a mesma do indicador mais recente. O índice de esclarecimento é o maior da região Sul, com 72% e o quarto do País. Os dados da pesquisa, de 2023, apontam um crescimento de 12 pontos percentuais em relação a 2022, o que coloca o Estado na faixa de alto desempenho.

Vale destacar que a Polícia Civil do Paraná tem em seu controle próprio índices diferentes, do Instituto Sou da Paz, já que usa a forma de cálculo estatístico padrão do FBI, que leva em conta somente a atuação da polícia. Esse índice da PCPR fica próximo de 100% no Paraná nos anos de 2024 e 2025.

TRABALHO INTEGRADO

A atuação integrada e estratégica da inteligência policial tem se mostrado uma ferramenta essencial no combate à violência e à criminalidade organizada. No Paraná, o compartilhamento de informações entre as unidades da Polícia Civil tem permitido a identificação de grupos criminosos ligados ao tráfico de drogas e, por consequência, contribuído significativamente para a resolução de homicídios.

O trabalho conjunto entre a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e outras unidades especializadas, como a Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc), permite mapear redes criminosas, antecipar ações e fortalecer investigações. Essa atuação coordenada amplia a capacidade de resposta da instituição e contribui diretamente para o aumento da segurança da população. Com a integração consolidada, investigações locais passam a ter alcance estadual, por meio da troca ágil de informações e do uso de bancos de dados compartilhados — o que acelera a identificação de suspeitos e o cumprimento de mandados de prisão.

O trabalho pericial, realizado pela Polícia Científica, é um dos principais aliados na solução de homicídios no Paraná. A produção de provas técnicas rápidas e precisas pela PCIPR tem garantido subsídios fundamentais para as investigações e os processos judiciais. A apuração eficiente de crimes se apoia, cada vez mais, em evidências científicas que comprovem a materialidade e a autoria. Em casos de homicídio, cada vestígio coletado, analisado e interpretado pelos peritos pode ser decisivo para esclarecer a dinâmica dos fatos, identificar suspeitos e embasar a responsabilização judicial.

Nos laboratórios, as perícias genéticas, balísticas e papiloscópicas, estas últimas sob responsabilidade da PC, também se beneficiam de sistemas integrados de informação. O Paraná participa da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) e do Sistema Nacional de Análises Balísticas (Sinab), que permitem confrontar vestígios coletados em diferentes crimes com bancos de dados nacionais. Esses cruzamentos têm sido determinantes para identificar autores, conectar casos distintos e desmantelar organizações criminosas.

Outro ponto fundamental para que as investigações sejam bem encaminhadas desde o início é o isolamento e preservação dos locais de crime. Esse trabalho é realizado pela Polícia Militar (PMPR) com todo o cuidado já no atendimento da ocorrência para que todos os vestígios sejam preservados e possam ser coletados na sequência pelas polícias Científica e Civil.