60% dos pais e/ou responsáveis por alunos da rede municipal de ensino de Maringá se mostraram favoráveis a implantação do modelo cívico-militar nas instituições. O dado consta na consulta pública aberta pelo município, para ouvir a opinião da comunidade, no mês de junho. O resultado da pesquisa, encerrada em julho, foi homologado nessa terça-feira (4).
Ao todo, a consulta registrou 2.551 participações, sendo 1.827 da comunidade escolar vinculada às unidades de ensino e 724 da comunidade externa. Das manifestações recebidas, 1.541 foram favoráveis (60,4%), 845 contrárias (33,1%), 132 participantes informaram que ainda têm dúvidas e gostariam de mais informações (5,2%) e 33 preferiram não opinar (1,3%).
A consulta avançou com cinco unidades escolares que se tornaram aptas para a etapa de ‘Validação territorial’. Tratam-se de instituições que reuniram o maior percentual de pais favoráveis ao modelo. São elas: Joaquim Maria Machado de Assis, Antenor Sanches, Professor Milton Santos, Professor Geraldo Altoé e Pastor João Barbosa Macedo. Nessas instituições, o município fará novas rodadas de reuniões informativas e abrirá uma nova consulta pública, desta vez presencial, para seguir com a discussão.
A votação será direta, secreta e facultativa. Para que a consulta presencial seja válida, será necessária a participação de mais da metade das pessoas aptas a votar em cada escola. A aprovação ocorrerá por maioria simples dos votos válidos.
Mesmo que uma unidade obtenha resultado favorável na ‘Validação Territorial’, a implantação do modelo não será automática. Após essa etapa ainda serão realizados estudos técnicos, pedagógicos, jurídicos, administrativos e orçamentários. Somente após essas análises o Poder Executivo poderá decidir pelo encaminhamento de um projeto de lei sobre o tema à Câmara de Vereadores.
A secretária de Educação, Adriana Palmieri, reforça que o processo seguirá com diálogo e participação da comunidade escolar. “Quero agradecer a participação de toda a comunidade escolar nessa primeira etapa da consulta, com suas diferentes opiniões. Todas são legítimas e importantes para esse processo. Agora, seguimos para uma etapa de mais escuta: reuniões informativas, tira-dúvidas e uma consulta presencial em cada escola, para que quem vive o dia a dia da unidade tenha a palavra final. Essa é uma decisão que não pode ser apressada nem imposta. Ela será construída com transparência, respeito à pluralidade de visões e dentro de todos os trâmites técnicos e legais necessários”, afirma.
















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