Destaques do Dia Maringa Policia

Laudo do IML não aponta lesões em menino no caso do ator Marco Furlan

Laudo do IML não aponta lesões em menino no caso do ator Marco Furlan

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) realizado no menino de 5 anos envolvido no caso Marco Furlan não identificou lesões corporais. O documento, obtido pelo Metrópoles, foi divulgado nesta segunda-feira (10) e integra a investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo.

A perícia foi feita em 4 de agosto, dois dias depois do episódio ocorrido em uma chácara no bairro Goiabal, em Pindamonhangaba, no interior paulista. Segundo o Metrópoles, o médico-legista Rodrigo Carvalho de Almeida concluiu que o exame não apresentou evidências de lesões corporais e não encontrou, naquele procedimento, elementos de prática de ato libidinoso.

O resultado ainda não encerra a análise pericial. O documento informa que exames complementares permanecem pendentes, entre eles a pesquisa de espermatozoides. A investigação também continua sob sigilo na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Pindamonhangaba.

Marco Furlan, de 48 anos, foi preso em flagrante na madrugada de 2 de agosto, durante uma festa de aniversário realizada na propriedade. No dia seguinte, após audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão, posteriormente convertida em preventiva. O ator é investigado por suspeita de estupro de vulnerável.

De acordo com o boletim de ocorrência citado pelo Metrópoles, a criança, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), dormia em um dos quartos da casa. A mãe e uma amiga foram até o cômodo depois de ouvirem gritos vindos do local. A testemunha também relatou ter escutado o menino reclamar de dor.

Ainda segundo o registro policial, Furlan apresentou versões diferentes sobre o episódio. Inicialmente, teria afirmado que confundiu o menino com a namorada. Depois, negou ter cometido abuso. Na delegacia, acompanhado por advogados, disse não se lembrar do que havia acontecido.

Maria Fernanda Mituo, advogada da criança, afirmou ao Metrópoles que, apesar do resultado do exame, considera que os demais elementos reunidos no caso sustentam a investigação. Ela também informou que o menino recebe acompanhamento psicológico e, até o momento, não apresentou crises relacionadas ao episódio.

A ausência de lesões no laudo, isoladamente, não determina o encerramento da apuração. Ao Metrópoles, o advogado criminalista Fernando Viggiano explicou que crimes de estupro de vulnerável podem ocorrer sem deixar marcas físicas e que a análise deve considerar o conjunto de elementos reunidos durante a investigação.

A Polícia Civil de São Paulo informou que o caso permanece sob investigação e que outras informações serão preservadas devido ao sigilo e à participação de uma criança.

Marco Furlan apresentou versões diferentes após ser preso por suspeita de estupro de vulnerável. Segundo o boletim de ocorrência, ele também alegou ter entrado no quarto por engano e afirmou não se lembrar do que aconteceu.

Notícias ao Minuto | 02:45 – 05/08/2026