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Dólar fecha setembro em R$ 5,17; Bolsa sobe e Nubank ainda não recupera tombo

Dólar fecha setembro em R$ 5,17; Bolsa sobe e Nubank ainda não recupera tombo

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Moeda encerrou o mês perto do valor de abertura, enquanto o Ibovespa avançou e as ações do Nubank ficaram abaixo do nível anterior à queda de 10%

O mercado financeiro encerrou setembro com movimentos distintos nesta quarta-feira (30). O dólar comercial caiu 0,81% e terminou o dia em R$ 5,174. Com isso, a moeda americana fechou o mês praticamente no mesmo nível em que começou, perto de R$ 5,18.

Durante setembro, o dólar oscilou entre R$ 5,09 e R$ 5,23. O comportamento foi influenciado principalmente pelas expectativas em relação aos juros nos Estados Unidos, pelo preço do petróleo e pelo cenário econômico brasileiro.

Um fator específico marcou o último pregão do mês: a formação da Ptax. A taxa calculada pelo Banco Central é utilizada como referência em diversos contratos financeiros e, no fim de mês, pode aumentar o volume de operações e a volatilidade do câmbio. O Banco Central informa que a Ptax é formada a partir de consultas realizadas diariamente com instituições autorizadas.

Bolsa sobe

O Ibovespa também terminou setembro em alta. Nesta quarta-feira, o principal índice da Bolsa brasileira avançou cerca de 1,59%, chegando à região de 186,7 mil pontos.

O movimento ocorreu em um ambiente externo mais favorável aos mercados emergentes, depois da divulgação de dados de inflação dos Estados Unidos. O índice PCE, acompanhado pelo Federal Reserve, registrou alta de 0,3% em agosto.

O petróleo, porém, continua sendo um ponto de atenção. O Brent terminou o dia próximo de US$ 98 por barril. Uma alta persistente do petróleo pode pressionar a inflação internacional e dificultar a trajetória de redução dos juros em diferentes economias.

E o Nubank?

Aqui está um dos pontos mais importantes do pregão.

As ações do Nubank haviam despencado 10,01% na segunda-feira (28), em Nova York, depois das notícias sobre uma possível aquisição do banco britânico Monzo.

Na terça-feira, o papel reagiu e subiu 0,98%, fechando a US$ 12,35. Ou seja: houve recuperação, mas muito pequena diante da perda anterior.

Antes do tombo, a ação havia encerrado o pregão de 25 de setembro em US$ 13,59. Para voltar a esse nível a partir dos US$ 12,35 do último fechamento disponível, seria necessária uma valorização de aproximadamente 10%.

Isso significa que o Nubank não recuperou a perda de 10%. Recuperou apenas uma pequena parcela dela.

O mercado está avaliando principalmente o possível impacto financeiro e estratégico de uma eventual operação com o Monzo. A informação ainda estava relacionada a negociações iniciais, e o Nubank não confirmou uma aquisição.

O que observar agora

Para o câmbio, os próximos movimentos devem continuar ligados principalmente aos juros americanos, ao comportamento do petróleo e às expectativas sobre a economia brasileira.

Para a Bolsa, o comportamento dos juros e das empresas exportadoras continuará relevante.

No caso do Nubank, o ponto central passa a ser se a empresa esclarecerá ou não os planos relacionados ao Monzo e como o mercado avaliará o custo, o risco e o potencial de uma eventual aquisição.

O fechamento de setembro deixa, portanto, três sinais diferentes: o dólar terminou o mês praticamente estável, a Bolsa ganhou força e o Nubank ainda carrega uma perda significativa após o tombo provocado pelas notícias sobre o Monzo.