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Acúmulo de tártaro: o que faz algumas pessoas terem mais do que outras?

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Você faz a limpeza no dentista e, pouco tempo depois, percebe que o tártaro já começou a aparecer novamente. Enquanto isso, outras pessoas parecem passar muito mais tempo sem apresentar o mesmo acúmulo. Embora a higiene bucal tenha um papel importante nesse processo, ela não é o único fator que explica essa diferença.

O tártaro, também chamado de cálculo dental, surge quando a placa bacteriana que permanece sobre os dentes passa por um processo de mineralização. Segundo a Dra. Andressa Zacarro, coordenadora do curso de Odontologia da Faculdade Anhanguera, a velocidade com que isso acontece pode variar de uma pessoa para outra.

“Existem características individuais que interferem nesse processo. A composição da saliva, a anatomia da boca, a posição dos dentes e os hábitos de higiene podem fazer com que algumas pessoas tenham maior tendência ao acúmulo de cálculo, mesmo quando comparadas a outras com rotinas semelhantes”, explica.

A saliva pode fazer diferença?

Sim. A saliva contém minerais que podem participar da mineralização da placa bacteriana. Como sua composição e fluxo não são exatamente iguais em todas as pessoas, essa é uma das razões pelas quais algumas podem apresentar formação de tártaro com maior facilidade.

A localização também ajuda a explicar por que o problema costuma aparecer mais em determinadas áreas. Regiões próximas à saída das glândulas salivares, como a parte interna dos dentes inferiores da frente, tendem a apresentar maior acúmulo.

Dentes desalinhados também podem favorecer o acúmulo

A posição dos dentes é outro fator que merece atenção. Dentes apinhados, sobrepostos ou com espaços de difícil acesso podem dificultar a passagem adequada do fio dental e da escova, permitindo que a placa permaneça por mais tempo nesses locais.

Por isso, duas pessoas que escovam os dentes com a mesma frequência não necessariamente terão a mesma quantidade de placa ou tártaro.

Se eu escovar mais, o tártaro desaparece?

Depois que a placa bacteriana mineraliza e se transforma em tártaro, aumentar a frequência ou a força da escovação não é suficiente para removê-lo.

“Esse é um ponto importante porque algumas pessoas tentam compensar o aparecimento do tártaro fazendo uma escovação muito forte, o que não resolve o problema e ainda pode causar danos à gengiva. O cálculo já formado precisa ser removido profissionalmente”, alerta a dentista.

Dá para evitar que ele volte?

Manter uma boa higiene bucal ajuda a controlar a placa antes que ela mineralize. Escovação adequada, uso diário do fio dental e atenção especial às regiões onde há maior acúmulo são os principais cuidados.

A frequência das limpezas profissionais, porém, não precisa ser igual para todo mundo. Pessoas com maior tendência à formação de cálculo podem precisar de acompanhamento em intervalos diferentes, definidos pelo dentista conforme as necessidades individuais.

Mais do que comparar quanto tempo o tártaro demora para aparecer em cada pessoa, o importante é controlar o acúmulo. Quando permanece sobre os dentes, ele pode favorecer inflamações na gengiva e contribuir para o desenvolvimento de problemas periodontais.

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