RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Polícia Federal cumpriu nesta segunda-feira (9) mandado de prisão contra o delegado federal Fabrizio Romano sob suspeita no caso envolvendo o ex-deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho.
A prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no âmbito da investigação sobre o envolvimento de autoridades com o crime organizado no Rio de Janeiro. O ex-secretário Alessandro Carracena, preso desde setembro, foi alvo de novo mandado de prisão.
De acordo com a PF, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão e três de busca e apreensão contra um grupo “que atuava na negociação de vantagens indevidas e venda de influência para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas”.
O advogado Paulo Klein, que defende Romano, negou “peremptoriariamente qualquer envolvimento ilícito com o deputado estadual TH”. Ele afirmou também que ainda não teve acesso à decisão que determinou a prisão de seu cliente.
A Folha de S.Paulo não conseguiu contato com o advogado de Carracena. Os nomes dos demais alvos não foram divulgados.
“Os elementos de prova colhidos indicam que os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas”, afirma a PF.
“O esquema contava com a articulação de um ex-secretário de estado e advogados, que atuavam como intermediários para viabilizar favores e pagamentos indevidos em espécie ao delegado de Polícia Federal envolvido no esquema, em troca de informações e influência interna. As apurações revelaram, ainda, a atuação de um indivíduo com histórico criminal, focado na facilitação política e operacional em Brasília”, declarou, em nota, a corporação.
TH Joias foi preso sob suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho.
Posteriormente, o presidente afastado da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar, foi detido acusado de alertar o ex-deputado sobre a operação que iria prendê-lo.
Os dois foram indiciados sob suspeita de repassar informações sigilosas a integrantes do Comando Vermelho.
A PF apontou como origem do vazamento da operação o juiz federal Macário Júdice, do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região). Ele não foi indiciado porque, de acordo com a Polícia Federal, regras previstas na Lei Orgânica da Magistratura estabelecem procedimentos específicos para a responsabilização de magistrados.
A defesa dos três negam as acusações.
Em nota, o advogado Daniel Bialski, defensor de Bacellar, afirmou que “inexiste qualquer elemento probatório para pretender lhe imputar qualquer participação em ilicitude ou vazamento, ao contrário, só há ilações desamparadas”.
O advogado Rafael Faria, que atua na defesa de TH Joias, negou a participação do ex-deputado em vazamentos ou informações a organizações criminosas.
















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