Em entrevista ao Ponto a Ponto, diretor executivo do BNI detalha o conceito que permite a empresários locais atingirem o público de um Willie Davids através de uma única rede de relacionamentos.
Um dos maiores desafios para o pequeno e médio empresário é ganhar visibilidade sem depender exclusivamente de altos investimentos em publicidade. No entanto, o diretor executivo do BNI, Rodrigo Fujihara, defende que a solução para a escala não está apenas na quantidade de pessoas com quem você fala, mas na rede de contatos que cada uma dessas pessoas carrega consigo. É o que ele chama de “Poder do Estádio”.
Em entrevista ao jornalista Ronaldo Nezo, no podcast Ponto a Ponto, Fujihara explicou que o networking estruturado funciona como um multiplicador de mensagens. Segundo ele, o erro comum é o empresário achar que está limitado apenas aos membros presentes na reunião.
A conta do networking profissional
Para ilustrar o alcance da metodologia, Rodrigo utiliza uma conta matemática que impressiona pela escala. “Quando você fala para 80 pessoas, você não está falando para 80 pessoas. Se essas 80 pessoas têm 200 pessoas que elas podem indicar, a gente está falando de 16 mil pessoas”, detalha o executivo.
Para tornar o número mais visual para o público de Maringá, Fujihara faz uma comparação direta com um dos maiores marcos da cidade. “Quantas pessoas cabem no Willie Davids? Isso, em torno disso. Esse é o poder. Quando você participa de uma reunião do BNI, você não está falando para aquele número de pessoas, você está falando para muito mais”, afirma.
Direcionamento e intencionalidade
No entanto, Rodrigo ressalta que esse “estádio lotado” só traz resultados se a mensagem for clara e direcionada. O segredo da escala está em saber exatamente quem se quer atingir para que os parceiros possam filtrar suas próprias listas de contatos.
“Imagine que eu sou da área da construção e eu quero falar com alguém que está construindo uma casa num condomínio fechado. Eu estou falando isso para 80 pessoas, mas estou falando para 16 mil pessoas, na verdade. Se essas pessoas estiverem dispostas a me ajudar, esse é o poder”, explica o diretor.
A exclusividade como motor da escala
Essa multiplicação só é eficaz porque o modelo impede a concorrência interna. Ao manter apenas um especialista por segmento em cada equipe, o BNI garante que toda a força de indicação do grupo para aquela área seja canalizada para um único profissional.
“A gente tem um especialista por equipe. Dentro da equipe não pode ter concorrência. Então eu tenho um contador, eu tenho um advogado, eu tenho um corretor de seguro de vida e assim sucessivamente. Isso permite que profissionais de mesmo segmento ocupem diferentes equipes na cidade e façam o negócio crescer de forma organizada”, conclui.
Serviço
O episódio completo do podcast Ponto a Ponto com Rodrigo Fujihara, onde ele explora a força das 12 equipes de Maringá e a expansão para cidades como Campo Mourão e Paranavaí, está disponível no canal do Maringá Post no YouTube.
Apresentação: Ronaldo Nezo
Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio
















Adicionar Comentário