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Prefeitura de Maringá fará consulta pública sobre modelo cívico-militar em escolas municipais

Maringá Post

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A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), vai realizar uma consulta pública para ouvir a comunidade sobre a possibilidade de implantar o modelo cívico-militar em escolas da rede municipal de ensino. O objetivo é discutir com pais, responsáveis, professores e funcionários se o formato — que já é utilizado em colégios estaduais — pode ajudar a melhorar a disciplina, a segurança e o aprendizado dos alunos.

De acordo com a administração municipal, a decisão de abrir o debate atende a pedidos de famílias de estudantes da rede municipal, que procuraram a secretaria em busca de alternativas para o ambiente escolar.

“A administração entende que qualquer discussão sobre o tema deve ocorrer com responsabilidade, ampla participação social e total transparência”, explicou a secretária de Educação, Adriana Palmieri.

A secretária destacou ainda que o município só tomará uma decisão sobre a viabilidade do projeto após concluir a consulta, analisar o resultado e fazer uma avaliação técnica das sugestões enviadas.

Modelo Cívico-Militar

O formato cívico-militar em debate se diferencia das escolas militares tradicionais. Ele não muda as matérias que os alunos estudam, não substitui os professores e mantém a gestão pedagógica sob a responsabilidade dos educadores, diretores e da própria Seduc. O conteúdo das aulas, o planejamento de ensino e as avaliações continuam sendo decididos exclusivamente pela equipe pedagógica.

A proposta usa como referência experiências de outras redes de ensino. No Paraná, a Secretaria de Estado da Educação registrou, em um levantamento anterior, uma aprovação de 89,3% entre pais e responsáveis e de 90,4% entre os professores nas escolas que adotaram o sistema. A rede estadual paranaense começou com 312 escolas nesse formato e, após novas consultas com as comunidades, expandiu para 345 unidades.

Participação

A prefeitura estuda aplicar a consulta por meio de questionários e também com reuniões nos bairros. Os canais de participação, as datas e os prazos serão divulgados nos próximos dias pelo município.

Caso a comunidade aprove a proposta e os estudos técnicos avancem, a implantação ainda precisará passar pelos trâmites legais previstos na legislação, o que inclui a análise e votação do projeto pelos vereadores na Câmara Municipal.