A situação afetou o aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, o aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo região metropolitana, e o aeroporto de Viracopos, em Campinas, no interior de São Paulo.
“A suspensão provisória foi motivada por um problema técnico operacional externo. Destaca-se, ainda, que as aeronaves foram devidamente sequenciadas, cumprindo rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo e mantendo o fluxo operacional previsto para os aeródromos. A FAB ressalta que as atividades já foram restabelecidas completamente”, afirmou a FAB.
A Anac afirmou, durante a tarde, que monitora a ocorrência. A agência disse que foi informada pelo Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) que a origem da falha nas comunicações de voo ocorreu em um dos satélites utilizados pelo Decea.
Esse satélite é um equipamento contratado pelo Comaer (Comando da Aeronáutica), que, de acordo com a Anac, apresentou pane momentânea em algumas frequências operadas pelo Decea.
“Houve apenas um impacto breve das operações aéreas, que já foram totalmente reestabelecidas”, afirmou a agência.
A Anac disse que analisa os impactos operacionais causados pela falha. Isso inclui atrasos, cancelamentos, passageiros afetados e redirecionamento de voos para outros terminais. A agência afirmou que apresentará os dados e avaliará medidas para a normalização gradual da malha aérea assim que o levantamento for concluído.
Tiago Faierstein. presidente da Anac ressaltou que não houve interrupção completa das operações.
“Houve um problema de rádio, que foi rapidamente resolvido pelo Decea, que possui um plano de contingência para esses casos. No caso das decolagens, em São Paulo, o Decea automaticamente transferiu as frequências em falha para frequências da torre de controle que estavam funcionando. Então, é importante deixar claro que em momento nenhum houve risco na segurança das operações aéreas”, afirmou.
A Anac reiterou que continua acompanhando a situação e trabalhando para o reestabelecimento completo das operações.
A Aena, concessionária que administra o aeroporto de Congonhas, afirmou que em razão da interrupção temporária das operações aéreas nos aeródromos da região de São Paulo no período da manhã, houve oito chegadas e 14 partidas canceladas. Segundo a assessoria o aeroporto opera normalmente no período da tarde.
A concessionária Aena orientou que os passageiros com viagens programadas verifiquem a situação de seus voos diretamente com as companhias aéreas antes de se deslocarem ao aeroporto.
O terminal de Viracopos afirmou que as operações aéreas já foram parcialmente restabelecidas.
“A concessionária seguirá monitorando a programação de voos ao longo do dia para avaliar eventuais reflexos da interrupção temporária nas operações”, disse.
A GRU Airport afirmou que os pousos e decolagens no Aeroporto de Guarulhos foram momentaneamente suspensos devido a uma indisponibilidade no controle de tráfego aéreo em todo o estado de São Paulo, sem relação com o aeroporto.
“Reforçamos que as operações foram retomadas e recomendamos que os passageiros consultem as respectivas companhias aéreas para mais informações”, destacou.
Em 9 de abril, uma falha no sistema de controle de voo paralisou todos os pousos e decolagens no estado de São Paulo por pouco mais de uma hora.
A FAB disse ter havido um “problema técnico operacional” das 9h30 às 10h06, mas o impacto nos aeroportos foi maior, com efeito cascata levando a atrasos, cancelamentos e desvios de rota. Mais de 200 voos e cerca de 8.000 passageiros foram afetados.
Segundo as autoridades, o problema técnico ocorreu no Controle de Aproximação (APP, do inglês Approach Control) na região de São Paulo após uma suspeita de incêndio no prédio do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).
A situação deixou os saguões dos aeroportos de Guarulhos, na Grande São Paulo, e de Congonhas, na zona sul da capital paulista, lotados.
Nas redes sociais, dezenas de passageiros, que estavam prestes a decolar relatam esperar por mais de uma hora dentro das aeronaves sem informação se iriam conseguir viajar. Alguns deles reclamavam da falta de informação e por estarem presos dentro dos aviões sem ar-condicionado.
A FAB, em nota, disse ter cumprido rigorosamente todos os requisitos internacionais de segurança de voo, “mantendo o fluxo operacional previsto para o aeródromo”.
Em razão da ocorrência, o departamento suspendeu as autorizações de decolagem na área de controle terminal de São Paulo (TMA-SP), que abrange os aeroportos de Congonhas e Guarulhos.
A suspensão de operações em aeroportos de São Paulo provocou reflexos em cidades como o Rio de Janeiro. A Infraero disse que três voos tiveram de retornar ao aeroporto Santos Dumont, na capital fluminense.
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