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haitiano que mora em Maringá vive emoção de ver seu país na Copa do Mundo pela primeira vez

Maringá Post

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Jean Darguens Jecrois se mudou para o Brasil em dezembro do ano passado. Morando em Maringá há poucos meses, Jean ainda descobre os costumes brasileiros, mas encontrou no futebol uma forma de conexão com o novo país. A própria entrevista mostrou essa fase de transição: o bate-papo foi feito em uma mistura de francês e português, enquanto o esporte aparece como uma ponte entre o Haiti e o Brasil.

Nesta semana, ele vai acompanhar um momento especial: a seleção do país onde nasceu enfrentará o Brasil na Copa do Mundo. O jogo será realizado nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, às 21h30 (horário de Brasília).

Com participação em todas as edições da Copa do Mundo, o Brasil é uma das seleções mais tradicionais da história do torneio. Já o Haiti vive um momento histórico ao disputar novamente o principal campeonato de futebol do mundo.

Para Jean, independentemente do resultado em campo, ver o Haiti em um Mundial já é motivo de orgulho. Esta é a segunda participação do país na história da competição e a primeira vez que ele acompanha a equipe haitiana em uma Copa do Mundo. A estreia do Haiti aconteceu em 1974, na Alemanha Ocidental. Na ocasião, a seleção enfrentou Itália, Polônia e Argentina na fase de grupos.

Da paixão pelo futebol do Haiti ao Brasil

A paixão pelo esporte não existe apenas no Brasil. Jecrois afirma que os haitianos são uma “nação de futebol”. Segundo ele, o esporte faz parte da rotina do povo: está presente nas ruas, quadras, praças e em diferentes espaços de convivência.

Com bolas profissionais ou improvisadas, sozinho, com amigos ou familiares, o futebol acompanha a vida dos haitianos, segundo Jean.

O jovem também tem jogadores que considera inspiração nos dois países. No Haiti, cita o ex-jogador Fabrice Noël. Já no Brasil, a referência é Neymar.

Ao ser questionado sobre qual seleção ocupa um espaço maior no coração dele, Jean destaca o peso da equipe brasileira no cenário mundial, mas reforça que a presença do Haiti na Copa já representa uma conquista.