(UOL/FOLHAPRESS) – O Santos está proibido de contratar jogadores pela FIFA.
Nesta quarta-feira (1º), o Peixe foi notificado da punição aplicada pela entidade máxima do futebol em razão da dívida com o Monaco pela compra do meio-campista Jean Lucas, realizada em 2023.
Para voltar a agir no mercado, o Alvinegro precisa pagar 2,032 milhões de euros (pouco mais de R$ 12,1 milhões na cotação atual) ao clube francês. O montante já inclui a parcela em atraso e os juros contratuais acumulados.
Esse valor precisa ser depositado em parcela única. Caso o pagamento não seja realizado, o time da Vila Belmiro permanecerá impossibilitado de registrar novos jogadores pelas três próximas janelas de transferências.
O Santos já havia recorrido da punição no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), mas teve o seu recurso negado pelo órgão no último dia 6 de junho.
ENTENDA O CASO
Jean Lucas foi comprado pelo Santos em julho de 2023.
O Peixe viabilizou o negócio por 6 milhões de euros (pouco mais de R$ 31 milhões na cotação da época).
O valor foi parcelado em três prestações fixas de 2 milhões de euros.
As duas primeiras, previstas para agosto de 2023 e junho de 2024, foram quitadas normalmente.
A terceira parcela, porém, que vencia em 31 de janeiro de 2025, não foi depositada na conta do clube francês.
Em fevereiro de 2025, o Santos reconheceu a inadimplência e propôs parcelar os 2 milhões de euros restantes em duas vezes: a primeira metade em agosto de 2025 e a segunda em janeiro de 2026.
O Monaco recusou a nova proposta alegando que tinha compromissos financeiros a cumprir.
O clube francês chegou a oferecer o perdão total dos juros se o Santos quitasse a pendência dentro de uma semana, o que não aconteceu.
Em março de 2025, o Monaco acionou a FIFA.
O Santos, mais uma vez, reconheceu a dívida, mas contestou os juros contratuais de 15% ao ano, pedindo a redução para uma taxa entre 5% e 8%.
Como o contrato estipulava explicitamente que qualquer atraso de pagamento geraria, sem necessidade de aviso prévio, a taxa de 15% pro rata (proporcional ao tempo), a FIFA deu razão ao Monaco e determinou a aplicação do transfer ban ao Santos, caso o valor não fosse quitado no prazo estipulado de 45 dias após a decisão inicial.
Ao recorrer no TAS, esse prazo de 45 dias foi suspenso, mas voltou a correr a partir do recurso negado pelo órgão.
Leia Também: Zlatan Ibrahimovic deixa alerta após o França-Suécia: “É assustador”
















Adicionar Comentário