O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República, comentou nesta sexta-feira (10) o enfraquecimento político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
“O barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora!”, escreveu Caiado no X ao compartilhar uma reportagem do G1 sobre a decisão da federação entre PP e União Brasil de recuar do apoio à candidatura de Flávio.
A federação formada por PP e União Brasil deve adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial, liberando os diretórios estaduais para negociar alianças de acordo com os interesses regionais. A orientação ganhou força após desgastes entre Flávio e dirigentes das duas siglas, incluindo a insatisfação de Ciro Nogueira (PP) com a ausência de apoio público do senador durante a investigação envolvendo o Banco Master e o desconforto do União Brasil após a prisão do aliado Márcio Canella, no Rio de Janeiro.
Nos últimos dias, Caiado intensificou as críticas ao adversário. Ainda na manhã desta sexta-feira, afirmou que Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são “farinha do mesmo saco”.
“Quando o assunto é tarifaço, Lula não faz nada porque quer se beneficiar com a briga, e Flávio Bolsonaro só pensa na própria eleição. Os interesses do Brasil não podem ficar em segundo plano!”, escreveu o governador em outra publicação no X.
Na quinta-feira (9), Caiado afirmou que uma eventual disputa entre Flávio e Lula representaria uma “candidatura dos rejeitados”, em referência aos altos índices de rejeição atribuídos aos dois. O governador também questionou se a eleição de 2026 ficará restrita a um “jogo de revanche” entre bolsonaristas e petistas.
Na quarta-feira (8), após participar do evento “Agenda dos Presidenciáveis”, Caiado declarou que um voto em Flávio Bolsonaro equivaleria a um voto pela reeleição de Lula.
“Diante do cenário atual, muitos não querem confessar, mas, se você votar no Flávio, vai reeleger o Lula”, afirmou.
O pré-candidato também classificou como “inaceitável” o pedido feito pelo senador ao governo dos Estados Unidos para adiar a cobrança da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros para depois das eleições de 2026.
















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