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Morre Peppino di Capri, voz de “Champagne” e “Roberta”, aos 86

Morre Peppino di Capri, voz de “Champagne” e “Roberta”, aos 86

O cantor e compositor italiano Peppino di Capri morreu na manhã deste sábado (11), aos 86 anos, na ilha de Capri, onde nasceu. Conhecido internacionalmente por músicas como “Roberta” e “Champagne”, o artista estava afastado dos palcos por causa de uma doença, mas a causa da morte não foi divulgada.

A informação foi confirmada pela família à agência de notícias Ansa. O funeral será realizado neste domingo (12), às 17h, pelo horário local, na Igreja de Santo Stefano, próxima à famosa Piazzetta de Capri.

Batizado como Giuseppe Faiella, o músico nasceu em 1939 e completaria 87 anos ainda neste mês. Ele deixa três filhos: Arrigo, também conhecido como Igor, do primeiro casamento com Roberta, e Edoardo e Dario, da união com Giuliana Gagliardi.

Criado em uma família de músicos, Peppino aprendeu a tocar piano ainda na infância. Aos 4 anos, já se apresentava para soldados norte-americanos que estavam na ilha de Capri.

O primeiro grande sucesso veio em 1958, com “Malatia”. A canção o projetou no cenário musical italiano ao lado da banda Rockers e marcou o início de uma carreira que atravessou mais de seis décadas.

Ao longo da trajetória, Peppino di Capri gravou sucessos como “Champagne”, “Roberta”, “E mo e mo”, “Let’s Twist Again”, “St. Tropez Twist”, “Nessuno al Mondo”, “Voce”, “Amare di Meno” e “Il sognatore”.

A década de 1960 consolidou o auge da popularidade do cantor. Em 1965, ele participou de um momento histórico ao dividir o palco com os Beatles durante a turnê do grupo britânico pela Itália.

O artista também acumulou importantes reconhecimentos. Em 1970, venceu a última edição do Festival da Canção Napolitana. No Festival de Sanremo, conquistou o primeiro lugar em 1973 e 1976. Em 2023, recebeu uma homenagem pelo conjunto da obra durante o evento.

Em 2019, Peppino enfrentou a morte da mulher, Giuliana, ocorrida pouco antes de seu aniversário de 80 anos.

A última aparição pública do cantor aconteceu cerca de um ano antes de sua morte, durante uma noite organizada em sua homenagem. Ovacionado pelo público, ele subiu ao palco e interpretou “Champagne” e “Il sognatore” acompanhado pela banda Capri Rockers, liderada pelo filho Edoardo.

A última vez que o monarca viu os netos foi em 2022, durante as celebrações do Jubileu de Platina da rainha Elizabeth 2ª (1926-2022). As visitas das crianças, que moram nos Estados Unidos, se tornaram raras desde que Harry e Meghan renunciaram aos seus deveres reais em 2020

Folhapress | 09:45 – 11/07/2026