Quando a economia balança, o mercado de crédito é um dos primeiros a sentir o impacto e a adotar uma postura defensiva. As principais engrenagens que travam ou encarecem o financiamento no curto prazo são as seguintes:
Encarecimento dos Juros
Para conter a inflação ou tentar estabilizar a economia, os bancos centrais costumam aumentar a taxa básica de juros (como a taxa Selic). Como os bancos pegam dinheiro mais caro, eles repassam esse custo para o cliente final. O resultado é que a prestação do financiamento sobe significativamente.
Aversão ao Risco e Rigidez dos Bancos
Com o medo do desemprego e da falência de empresas, a inadimplência tende a subir. Para se protegerem, os bancos ativam o “modo alerta”:
Exigências maiores
Ficam muito mais criteriosos para aprovar o crédito (comprovações de renda mais rígidas).
Menor cotação de financiamento
Podem reduzir o percentual máximo que aceitam financiar do imóvel (por exemplo, baixando de 80% para 60% do valor total), exigindo uma entrada maior do comprador.
Perda do Poder de Compra e Confiança
Mesmo quem consegue a aprovação do crédito costuma recuar no curto prazo. Como o financiamento imobiliário é um compromisso de 20 a 30 anos, o medo de perder o emprego ou ver a renda diminuir faz com que as famílias adiem a decisão de compra.
A única exceção (para quem não depende de crédito): No curto prazo de uma crise, o mercado imobiliário costuma desacelerar e os preços dos imóveis podem estagnar ou cair devido à baixa demanda. Para investidores ou compradores que têm alta liquidez (dinheiro vivo), o momento se torna positivo para barganhar ótimos preços, porque o vendedor que precisa de caixa aceita propostas mais baixas. Mas para quem precisa financiar, o cenário é desafiador.
















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