Depois de meses de pressão sobre os preços, alguns alimentos começaram a dar sinais de alívio para o consumidor brasileiro.
Em agosto de 2026, o grupo Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,34% no IPCA.
Entre os produtos que ficaram mais baratos estavam batata, cenoura, cebola e tomate.
Mas outros alimentos, como leite, frutas e carnes, ainda apresentaram aumento.
Isso significa que a sensação de quem vai ao supermercado pode ser diferente dependendo dos produtos colocados no carrinho.
Em Maringá, a pesquisa do Procon mostra que essa diferença também aparece entre os estabelecimentos.
Em março, por exemplo, a cesta pesquisada pelo órgão tinha preço médio de R$ 147,42.
Em abril, a média caiu para R$ 130,26.
Já em maio, voltou a subir e chegou a R$ 149,40, o maior valor registrado naquele momento em 2026.
Em julho, a média ficou em R$ 144,89, com queda de 1,84% em relação ao mês anterior.
Os números mostram que o preço da alimentação pode mudar rapidamente de um mês para outro.
Também existe uma diferença importante entre supermercados.
Em março, por exemplo, o levantamento encontrou uma diferença de mais de R$ 33 entre o menor e o maior valor da cesta.
Para as famílias, isso significa que pesquisar antes de comprar pode representar uma economia significativa ao longo do mês.
A mudança nos preços também influencia os hábitos de consumo.
Quando determinado alimento sobe muito, o consumidor pode trocar marcas, reduzir a quantidade comprada ou substituir um produto por outro.
Quando o preço cai, o comportamento pode voltar a mudar.
Para o comércio de Maringá, essas mudanças também são importantes.
Supermercados, atacarejos e pequenos estabelecimentos disputam o consumidor justamente em um cenário no qual o preço continua sendo um dos principais fatores na decisão de compra.
O cenário nacional também mostra que a alimentação continua sendo acompanhada de perto.
A queda registrada em agosto não significa que todos os alimentos estejam mais baratos.
Ela representa uma média de vários produtos e regiões pesquisados pelo IBGE.
Para quem mora em Maringá, portanto, a melhor referência continua sendo o preço encontrado na cidade.
E os levantamentos do Procon mostram que, mesmo dentro do mesmo município, pesquisar pode fazer diferença no orçamento.
A tendência é que o consumidor continue mais atento aos preços, às promoções e às diferenças entre os estabelecimentos.
















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