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Banana-prata chega a R$ 90 o quilo nos EUA

Banana-prata chega a R$ 90 o quilo nos EUA

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Uma banana-prata brasileira pode chegar ao consumidor dos Estados Unidos por cerca de R$ 90 o quilo. O valor chamou atenção no mercado brasileiro e revela uma oportunidade para a fruticultura nacional.

Mas é preciso entender o número. Não significa que toda banana vendida nos Estados Unidos custe R$ 90. O valor está relacionado a operações específicas de exportação da banana-prata brasileira.

A fruta sai da propriedade rural, em Minas Gerais, por cerca de R$ 6 o quilo. O frete aéreo pode acrescentar aproximadamente R$ 36 por quilo. Embalagem, armazenamento, controle de temperatura e outras despesas completam o custo até chegar ao consumidor americano.

O interesse existe porque a banana-prata tem características diferentes das variedades mais comuns nos Estados Unidos. Ela é mais firme, tem sabor mais suave e ainda é pouco conhecida naquele mercado.

O principal desafio é a logística. Banana é uma fruta perecível e precisa chegar ao destino em boas condições.

Por isso, produtores e empresas estudam alternativas para utilizar o transporte marítimo. A expectativa é reduzir bastante o custo do frete, embora a viagem seja muito mais longa.

Para o Paraná, a oportunidade merece atenção.

O Estado já participa das exportações brasileiras de banana. Em 2024, foram embarcadas cerca de 2,6 mil toneladas, o equivalente a 5,3% do volume brasileiro exportado. O Paraná ficou atrás de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará.

O dado mostra que existe uma cadeia produtiva paranaense que pode buscar novos mercados.

O avanço das exportações também poderia beneficiar produtores, cooperativas, transportadoras, empresas de embalagem e outros serviços ligados à fruticultura.

Outro ponto importante é que o Paraná não precisaria depender apenas do mercado americano. A abertura de novos canais de exportação pode aumentar a capacidade dos produtores de negociar a produção.

Entretanto, o preço de R$ 90 não significa que o produtor paranaense receberá esse valor.

A maior parte da diferença fica pelo caminho, principalmente com transporte, conservação, distribuição, impostos, embalagem e margem dos diferentes participantes da cadeia.

Mesmo assim, o caso mostra que existe espaço para produtos brasileiros de maior valor agregado.

Para o Paraná, o desafio será transformar a oportunidade em um mercado regular. Isso depende de produção com padrão de qualidade, volume suficiente, conservação adequada e logística competitiva.

A banana-prata de R$ 90, portanto, é mais do que uma curiosidade de preço. Ela mostra como uma fruta comum no Brasil pode ganhar outro valor quando encontra um consumidor disposto a pagar por uma variedade específica em um mercado internacional.